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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Fabricando Chumbadas Para Surfcasting II

Chumbadas FQ (Fundo de Quintal)
(continuação do post do dia 22/07)

Publicação conjunta com o Blog Diga Ai Meu Peixe, do Clupesal

De posse da chumbada padrão em durepóxi, passamos a executar a forma, ou molde, propriamente dita.

Pensamos em usar massa plástica automotiva do tipo POLY para confeccionar as formas, mas como queríamos pelo menos cinco formas ficaria muito caro.

Usamos então, orientados por um amigo protético, o gesso pedra marca Troquel Quatro, fabricado pela Polidental, utilizado em trabalhos de moldes para próteses dentárias. Ele tem a trabalhabilidade e a resistência mecânica e a altas temperaturas necessárias. Custa cerca de R$ 12,00 o quilo. Gastamos dois quilos para cinco formas.


Para fazer as formas propriamente ditas preparamos a pasta de gesso e colocamos a chumbada padrão colada com cola de contato no fundo de uma caneca plástica (vide foto).

Ai cabe um lembrete: quando fizer a mistura do gesso com a água, faça uma mistura mais fluida que o recomendado, cerca de 20% a mais de água, e vá acrescentando o pó aos poucos e mexendo sem bater, para que bolhas de ar não sejam incorporadas à mistura. Se achou fazer isso difícil, lembro que o outro modo é fazer a mistura sem criar bolhas de ar é misturando à vácuo, como os profissionais. Caso sua mistura fique com muito ar incorporado seu molde, ou forma, ficará cheio de falhas e de bolhas.

Untamos (lambuzamos) então a caneca e chumbada padrão com vaselina sólida, mas pode ser qualquer coisa que não permita ao gesso grudar na forma, e despejamos a massa de gesso na caneca. A vaselina tem que ser espalhada bem fina e uniformemente. Tem que despejar a massa aos poucos, dando batidinhas na caneca para retirar as bolhas de ar. Aguardamos duas horas, desformamos e obtivemos a forma (molde) da foto abaixo.
Na foto abaixo, no centro das formas (moldes) já prontas estão os arames de fixação do girador o qual está envolto em fita crepe para não “baixar” quando o chumbo líquido for despejado na forma. Note que tanto o arame quanto o girador são de aço inox para evitar uma reação entre metais (pilha galvânica), ocasionando posterior quebra do arame. O arame está fixado na parede interna da forma em um furo feito com furadeira e broca de 0,7mm.


Clique aqui para continuação desse post.


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Fabricando Chumbadas Para Surfcasting

Chumbadas FQ (Fundo de Quintal)

Publicação conjunta com o Blog Diga Ai Meu Peixe, do Clupesal

Descontentes com as chumbadas piramidais de base triangular existentes no mercado de Salvador, o Marcelo Lima, Deco Loureiro e eu resolvemos juntar esforços para confeccionar chumbadas desse tipo que nos atendessem quanto aos requisitos de peso, forma, quantidade e simetria.

Quando você faz a opção de uso por uma chumbada de seção triangular ou piramidal em detrimento a uma chumbada tipo gota, míssil ou esfera, você já sabe que está perdendo alguns metros no lançamento, mas está ganhando em fixação. Para que sua perda de distância seja mínima, é imperativo que a chumbada tenha peso e forma ideais, ou seja, que seja bem simétrica e lisa.

As chumbadas desse tipo encontradas no mercado têm peso padrão de 50 em 50 gramas e variam até cerca de 10 gramas para mais ou para menos e normalmente são disformes e assimétricas. Uma chumbada de 125 gramas, que consideramos ideal para a pesca tipo barra pesada ou barra média, não é encontrada no mercado de artigos de pesca em Salvador.

Como nossa intenção é sempre compartilhar informações, segue o relato de nossa experiência na fabricação de chumbada.

Para dimensionar a chumbada padrão foi criado uma planilha em EXCEL onde se coloca a altura da chumbada e a dimensão do lado do triangulo eqüilátero e temos como resposta o peso da chumbada. Ou seja, é um cálculo automatizado do peso baseado na densidade do chumbo. Clique aqui para baixar o arquivo.


De posse das dimensões que irão gerar a chumbada com o peso que queremos, passamos para a criação da “chumbada padrão”, ou "chumbada Máster", que servirá para gerar os moldes.

Recortamos em chapa de PVC oriunda de um classificador (pasta de papeis), três triângulos com a base de 41 mm e altura de 46 mm, medidas oriundas das colunas A e B da planilha acima.

Pegamos esses três triângulos e unimos com esparadrapo, ou silver tape. A foto ao lado mostra como fica a forma já montada com esparadrapo.





Depois de montada a forma, untamos internamente a forma com vaselina sólida e enchemos com Durepóxi.

Para encher com o Durepóxi, faça pequenas esferas de Durepóxi e vá pressionando para dentro da forma de um jeito que a preencha sem esbojar.

Deixamos endurecer e desformamos, depois lixamos e obtivemos então a chumbada padrão ao lado. O parafuso foi colocado para permitir a retirada sem estragar a forma de chapa de PVC.

E está pronta a chumbada máster. Se fosse de chumbo e não de Durepóxi, pesaria 125 gramas.

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