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domingo, 8 de janeiro de 2012

Passeio no Entorno do Rio Capivara - Uma embarcação Singular

Publicado também no Fórum Caiaque Brasil
Ontem, melhor, hoje, fui dormir depois das 02h30min. Acordei as 06h00 e a mulher e as meninas dormiam. Se eu fosse pegar o caiaque fatalmente as acordaria, pois teria que deslocar carros, tirar o caiaque, colocá-lo no jeep e então, como tenho juízo, resolvi fazer um passeio de jeep no entorno do Rio Capivara.

O desejo de conhecer os pontos do Capivara com detalhes não é atoa. Como moro já na saída para o Litoral Norte, o Rio Capivara é a opção mais rápida para uma pescaria de caiaque, sem engarrafamentos e bem mais rápido (e até um pouquinho mais próximo) que o Porto da Barra (27,5 km em cerca de 1 hora) ou Ponta de Humaitá (28,0 km em cerca de 1h10min) enquanto para Arembepe são apenas 26 km feitos em cerca de 30 minutos. Duvida? Trace as rotas a partir de Stella Maris para esses locais em um GPS ou no Google Earth.

O custos são parecidos, pois embora o trânsito seja livre para Arembepe, tem o absurdo e caríssimo pedágio na Estrada do Coco, resultado da sanha privativista criminosa que assolou o Brasil nos anos 90 até o início dos anos de 2000.

O percurso que fiz está no mapa abaixo, em azul, e marquei os pontos onde ocorreram fatos interessantes.
Clique nas fotos para ampliar
No ponto dois (2) onde passei primeiro, um crime ambiental: uma rede de malha fina atravessada no Rio Capivara, em toda a sua extensão transversal. Não há como passar qualquer peixe. A rede estava nas coordenadas -12° 44' 32.06", -38° 9' 21.71"
O que chama a atenção é que as placas de proibido, mesmo quando bem feitas como a do Projeto TAMAR, não informam qualquer telefone para uma denúncia.


Em seguida fui a um condomínio que tem uma saída para um braço do Capivara, o ponto três (3) onde podemos deixar os carros tranquilos. Fui ciceroniado pelo simpaticíssimo Seu Jorge, que se ofereceu para me mostrar o local quando eu perguntei para ele na estrada, enquanto ele caminhava.


Minha intenção era ir até o ponto quatro (4)do mapa onde tem uma barragem, mas cabei me perdendo e o celular estava sem sinal para Google Maps e então, retornei.

Nesse retorno foi que encontrei a cena e a turma mais pitoresca do dia, no ponto um (1). Ao passar por uma "ponte" vi duas mulheres e um homem baixando um artefato com uma corda. Como a carrocinha que puxavam atrelada a um carro era para um barco, parei e puxei conversa.

Seu Edvaldo, a esposa e uma irmã, baixavam um barco muito singular. Ele explicou-me que era construído de resina de poliéstar sobre isopor, em uma proporção criada por ele. É difícil descrever a embarcação de seu Edvaldo e as fotos cumprem bem o papel. Nunca tinha visto nada igual.



  


Els estavam ansiosos para entrar na água pois desde de cedinho, contaram, pegavam piadas e foram poucas. Segundo eles, as piabas se recusavam a entrar nas armadilhas. Não sei o que é pouco para eles, mas estimei em cerca de umas 50 piabas dentro de um isopor com água. Note que não portavam varas, sinal que pescam de linhada de mão. Vamos as fotos:

Sem dúvida,uma manhã interessante, mesmo sem remar.

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