terça-feira, 24 de setembro de 2019

Pesca de praia com jig? Por quê não?

Fui a uma loja de pesca na semana passada e conversando com um dos clientes presentes, ele fez o seguinte comentário: "A pesca de praia perdeu gente para o jig".

Pode parecer exagero, mas não está longe da realidade. A pesca de jig é sem dúvidas a pesca que mais cresce no litoral.

Coincidentemente, essa semana, acessei um vídeo recente no Youtube, onde o seu autor, um espanhol de nome Miguel faz justamente a pesca de jig... na praia.

Eis o vídeo.

 

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Novo Caiaque Hobie para 2020 - Passport 12 (pés)



Como supus em maio desse ano, a Hobie anunciou que lançará em 2020 a  versão de 12 pés  do caiaque Passport, o seu segundo caiaque termoformado.

Quando a Hobie lançou o Passaport 10.5, um caiaque semelhante ao Pelican "HyDryve", com o mesmo método construtivo do casco,  achei que havia uma associação ou até que a Hobie comprou a Pelican, que é uma empresa estadunidense/canadense, e como outros colegas também acharam. A Hobie negou tal associação, ou compra, em seu fórum. 


Agora, com o lançamento do Passport 12 imagino que a Hobie tente compensar o espaço de mercado perdido com a brusca mudança do Outback 2018 para o Outback 2019, quando acabou com a versatilidade consagrada do Outback 2018 e lançou o modelo 2019 como uma versão para águas abrigadas e tranquilas, focada no uso de múltiplos acessórios (que o pescador de mar praticamente não usa). O caiaque ficou mais para um versão reduzida do seu PA12, que para uma versão ampliada do Outback 2018.

Para diminuir a flutuação excessiva da popa, fator que provoca "dança de rumba" no Compass e também mergulho e inundação da proa no Outback 2019, eles não só aumentaram o tamanho do cockpit do novo Passport 12, colocando o pescador mais para trás no caiaque para proporcionar uma flutuação mais uniforme ao longo do casco, como também retiraram o compartimento (a tampa) do castelo de proa, embora tenham deixado um rebaixo para a instalação da escotilha basculante da Hobie.

Pode ser que os "viúvos" do querido e consagrado "OBK" voltem a ter disponível da marca Hobie um caiaque versátil para uso em rios e mar, ainda que meio "pé de boi", já que com praticamente os mesmos tamanho* e largura da versão descontinuada, tem um MD, um banco, um remo e um leme bem inferiores. Mas um preço também :-) .


Como vantagens, além de um peso ligeiramente inferior aos OBKs até 2018, ele tem agora uma quilha pronunciada, incrementando o tracking**, e um embutimento da parte inferior da espinha do MD, em minha percepção, quase desnecessária, já que usa o MD GT, muito mais robusto e sem a fragilidade do MD 180 nesse ponto, mas que pode vir a calhar se o dono migrar para o MD 180.

A característica "pé de boi", ou "baixo custo", pode ser muito interessante para os que saem no mar em zona de arrebentação pois em caso de danos ou perdas são mais baratos para conserto e reposição, além de ser o MD GT o melhor e mais resistente MD da Hobie. 


Mas para a saída em zona de arrebentação, creio que a quilha pronunciada ajudará, mas o leme, que tem que ser ajustado manualmente, pode complicar. Melhor se fosse o mesmo (ótimo) leme dos atuais Hobie Revolutions, que não puderam ser usados devido a limitação do método de termoformagem, que não permite a colocação sem a criação de uma peça adicional, tal qual foi feito para o encaixe do MD no Passport, quando usaram o "cassete" dos seus caiaques infláveis. Por que não fizeram o mesmo com o leme? Custo, certamente. 

Estou ansioso e curioso pelos testes do Passport 12, como uma esperança de disponibilidade de um caiaque da Hobie para o fim da vida útil de meu OBK 2016. 

A Hobie ainda não revelou seu preço sugerido de mercado, e esse lançamento bem antecipado, ao fim das férias nos USA, nos dá uma pista de que há preocupação com o mercado. É como se avisassem: "não gaste seu bônus de fim de ano, não comprem outro caiaque, eu vou lançar um" mas como não há grande diferença de preço entre seus caiaques similares de diferentes medidas e estando Passaport 10.5 custando cerca de 1,250.00 USD, estimo que fique por volta dos 1,500.00 USD. Hoje, 29/08/2019 com o dólar custando 4,13, ficaria, ficaria em torno de R$ 6.195,00.

Vamos esperar, pois diferentemente dos demais caiaques da Hobie, os novos lançamentos não teem proporcionado bons reviews por caiaqueiros independentes e sim verdadeiras matérias passionais e de propaganda por fãs e  associados da Hobie. 


* o 
site da Hobie informa que terá 3,6m, ou seja, 6cm a menos que o anunciado "12 pés".

**
Tracking é a capacidade de um caiaque permanecer no rumo, sem "rebolar", enquanto está sendo remado e de permanecer no rumo quando se pára de remar. A existência de uma quilha é sinal que o caiaque possui bom tracking, o que é fundamental se seu tipo de pesca precisa de deslocamentos, posicionamentos e arremessos de precisão, como nas pescas do robalo e do tucunaré.

sábado, 4 de maio de 2019

Porque os Pescadores Offshore Não Gostaram do Novo Outback 2019



O Hobie Outback sempre foi o caiaque mais versátil da Hobie, atendendo muito bem as pescarias no mar e em águas interiores, como rios e lagos, sendo inclusive o preferido pelas operadoras de pesca e de aluguel de caiaques.

Não tão grande quanto um PA e nem tão pequeno como um Mirage Sport e com ótimo comportamento dinâmico no mar, dosando bem as estabilidades primária e secundária e com apenas um pouco mais de arrasto que seu "irmão" Revolution 13, o Outback até 2018 era perfeito para o pescador aventureiro de rio e mar.

No fim do ano passado, surpreendentemente, a Hobie lançou o novo Outback com um novo casco. Do Outback só ficou o nome, mantido graças à fama conquistada com o casco anterior.  Mas o novo Outback nada tem haver com o antigo, além do nome.

O Novo Outback cresceu e engordou, teve sua proa reduzida em tamanho e altura acima da linha dágua e a popa foi significativamente aumentada para caber mais acessórios e o novo leme. A parte inferior do casco aumentou a área e ganhou mais arrasto, ficando muito parecida com as dos PAs e com o Compass. 

A característica marcante que tinha de manter a mesma flutuação ao longo do casco, ainda que a proa rendesse muito "spray" no pescador, sumiu. Essa característica permitia uma boa passagem sobre as ondas, ou que as ondas passassem bem sob o casco, e em caso de mar pela popa bastava reduzir um pouco a velocidade para evitar "surfar" e perder o controle direcional.   Essa pioria de comportamento já tínhamos detectado desde o Compass e jamais poderíamos imaginar que o Outback teria um casco semelhante.

A percepção que alguns do nosso grupo da Bahia teve foi que a mudança se destinava primeiro a usufruir da associação de bom caiaque que a Hobie agregou ao nome Outback, e também para se livrar dos "crack dead", as rachaduras de casco que ocorriam até 2014, e em seguida incrementar a venda de acessórios, algo que o pescador de mar não compra tanto quanto o de rio. E realmente, o novo OBK é ótimo para rios e lagos. 

Na figura abaixo está um comparativo entre os cascos, em tamanho real, mantendo o assento como referência para os dois. O angulo da foto do casco antigo o fez parecer mais largo que o 2019, e na realidade o antigo (o da parte de cima na foto)  é dois centímetros mais estreito.  


A diminuição e estreitamento da proa e o aumento de comprimento e largura da popa ficam bem evidentes, fazendo com que a flutuação na popa seja maior que na proa. Na passagem de uma onda, ou por sobre uma onda, a popa sobe muito e a proa afunda muito. Isso faz com que em mar um pouco mais revolto a água levante a escotilha de proa e a água entre no interior do caiaque, que cheio de água, tem o seu comportamento ruim piorado. Pior ainda se na navegação as ondas vêem pela popa, o que deixa o caiaque praticamente sem leme. 

Esse comportamento no mar, que inclusive tem levado alguns compradores do Outback 2019 a um "downgrade" para o Outback 2018,  foi bem mostrado no canal do MDLR, um pescador texano, em um vídeo que já teve mais de 175 mil visualizações. Veja o vídeo "2019 Hobie Outback, 8 Miles Offshore, NEVER AGAIN" clicando aqui:


A Hobie lançou um kit de reparo, adicionando uma borracha de vedação na escotilha, o que minimizou a entrada de água, mas que não resolveu o mau comportamento dinâmico.  

Por que os donos de Outback até 2019 reclamam tanto do Outback 2019, já que não são donos de um?

Agem como "viúvos" do Outback até 2018 :-) , pois sabem que não voltarão a ter o ótimo caiaque de volta ao fim da vida útil do seu Outback atual e que o caiaque substituto é totalmente diferente do anterior. A esperança é que fazendo força junto a Hobie se consiga reverter a descontinuidade do verdadeiro Outback.

No meu caso, pior ainda, futuro dono de Suzuki Jimny Sierra que tem exatamente o mesmo tamanho do Outback até 2018 :-) :-) não poderei ter como substituto o Revolution 13, maior até que o Outback 2019.  A legislação de trânsito brasileira não permite o transporte de carga indivisível de tamanho maior que o veículo transportador (Parágrafo 2º, do Artigo Quinto, da resolução CONTRAN 349/2010), sem a emissão de uma AET - Autorização Especial de Trânsito.
Para ver sobre AET e caiaques, clique aqui





 


quarta-feira, 24 de abril de 2019

Novo Caiaque Hobie - Passport




A Hobie lançou de forma repentina, como tem feito ultimamente, o seu novo caiaque de baixo custo e de pequenas dimensões, o Hobie Passport.

É impossível não compará-lo ao caiaque Pelican "HyDryve", lançado em julho de 2018, veja post a respeito clicando aqui.  Até parece que a Hobie fez uma associação ou até comprou a Pelican, que é uma empresa estadunidense/canadense. 

O caiaque segue o conceito de "pocket caiaque", nomenclatura criada pelo Paulo Meirelles para definir àqueles caiaques de alta portabilidade, com pequeno tamanho e baixo peso, para saídas rápidas em passeios curtos e geralmente em águas abrigadas caso o seu dono seja do tipo GG (mais de 1,70 e acima dos 80 kg).

Um ponto bastante positivo é que a quilha agora é bem pronunciada, com ângulos quase retos, o que deve propiciar um bom tracking e ser menos afetado pelos vento e correnteza quando se para de pedalar. 

O preço nos USA vai ficar em USD 1, 300,00 (cerca de R$ 5.200,00 ao cambio de hoje, 23/04/19) o que para um "Hobie" é muito barato.

Mas esse baixo preço não é obtido facilmente. A Hobie fez um corte drástico de custos. Tudo no Passport foi feito para redução de custos, desde o processo de construção do caiaque, que é "termoformado" (veja abaixo o que é) e não rotomoldado, até a montagem muito mais simples para consumir muito menos HH de montagem e com materiais mais baratos. As principais modificações são:


  • Leme mais simples, com um acionamento direcional por haste flexível e não por cabo, sem acionamento remoto de subida e descida, as quais devem ser feitas manualmente;


  • Puxadores (handles) bem mais simples, tipo o que são vendidos em sites chineses;


  • Haste do remo em alumínio tipo "triboard", em substituição à fibra de carbono;


  • Acionamento pela MD GT (para mim o melhor MD da Hobie, mas sem reversão), mas sem as barbatanas Turbo.


  • Quando o caiaque da Pelican com o "MD da Hobie" foi lançado, assim que a patente da Hobie venceu,  apresentou defeitos na fixação do MD ao casco, cujo adaptador soltava, pois o processo de fabricação por termoformagem não suporta formas complexas para o casco e não foi possível colocar os fixadores do MD solidários ao casco.

    A Hobie parece ter resolvido isso, pois utilizou o fixador de MD dos seus caiaques infláveis. A solução deve ser boa, pois tem o nome Hobie.

    Concluindo, considero-me um futuro usuário do Passport, em substituição ao meu Hobie Revolution 11, que uso em rios e lagos, embora tenha sérias restrições ao leme e ao MD.
    Ao leme por causa da fixação ao casco por parafusos e não por eixo com haste plástica, o deixou mais frágil, e caso seja levado para a posição de "guarda" por colisão com uma pedra ou toco submerso não parece ter como levá-lo de volta a posição de operação sem descer do caiaque. Ao MD porque sendo a pesca em rios e lagos seu principal uso, não tem sentido não ter a reversão.





    O que é o processo de termoformagem?
    termoformagem é um modo de moldar lâminas dando forma ao contorno através da utilização de calor e pressão tanto positivas como a vácuo. ... Na termoformagem, uma lâmina seca é aquecida a uma temperatura pré determinada na qual o material plástico amolece, mas de forma menor a sua temperatura de fusão.

    Como são feitos os caiaques por termoformagem:



    quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

    Como retirar a água do alto falante do rádio ou do celular






    Se você usa celular ou rádio à prova dágua e ele por caso foi molhado você certamente já conviveu com o som abafado e esquisito que fica por vários dias até secar completamente.

    Esse recurso não é novo e já esta presente há algum tempo no relógio Apple. Ele reproduz um tom específico que gera ondas sonoras que fazem com que a água seja ejetada.

    No meu atual rádio que uso no mar, o BAOFENG UV-9R (veja post sobre ele clicando aqui) isso já acontece. Quando molhava, eu costumava, após lavá-lo levemente em água doce,  sintonizar uma rádio FM e deixar por uma hora no sol em volume alto para expulsar a água. Agora vou usar um segundo rádio para transmitir esse som e secar o alto falante. Embora não seja exatamente igual, será bem melhor que usar o som de uma rádio FM.

    Se for em um celular, bastará acessar o site www.fixmyspeakers.com e clicar no botão indicado pela seta.

    sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

    Predador acima, predador abaixo, e uma sororoca (Scomberomorus brasiliensis) de 1 kg no meio.




    Aconteceu no Porta da Barra, a 1,5 km do Farol da Barra.

    Pescaria de ligth jig, utilizando uma isca de slow jig em movimentos de speed jig. Uma fisgada e de repente, o peixe que parecia pequeno, surpreende.

    Imagino ter sido uma garoupa, mero ou badejo por volta dos 10 quilos.