sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Pescaria off-shore com o Outback 2019 - Nunca Mais - Vídeo do Mark DeLaRosa

Assim que foi lançado o Outback 2019, eu e alguns amigos pescadores desconfiamos que o seu casco não seguia a mesma linha dos modelos anteriores e por ser muito parecido com o Compass, o qual já tínhamos visto ter um comportamento ruim (parece dançar rumba) em águas mais agitadas, desconfiamos de sua inadequação para o uso no mar e a perda da versatilidade que fez o Outback até 2018 ser reconhecido mundialmente e o caiaque mais usado por operadoras de turismo de pesca em todo o mundo.

Baseado na observação, fiz um post a respeito que pode ser visto clicando aqui:

Após o lançamento, o Youtube foi inundado com vídeos elogiosos sobre o Obk (Outback) 2019, mas a maioria eram vídeos ou produzidos por pessoas de alguma forma ligadas à Hobie, ou sobre a indiscutível qualidade de construção da Hobie e sua adequação à pesca em águas interiores,  rios, lagos e baias calmas, e nenhum vídeo sobre as condições de mar que normalmente encontramos ao pescar em águas abertas e mais distantes da costa, como em Itacimirim, no Guaraçaim (boca da Baia de Todos os Santos), ou até em Itapuã.

Mas eis que encontro o vídeo objeto desse tópico, feito por uma pescador que também é Youtuber e tem mais de 10 mil seguidores, o texano Mark DeLaRosa, e que pescava com o Obk 2012 e comprou um Obk 2019. O vídeo já teve, até o momento que escrevo, mais de 13 mil visualizações.

Aos pescadores que me questionam qual o melhor caiaque a pedal para uso geral, respondo que é um Hobie Outback...até 2018. O Outcback 2019 é um caiaque para águas abrigadas.

Continuo com esperanças da manutenção das vendas do Obk modelo 2018.





sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Sapateiro, eu? Sou, sim! E há mais de 47 anos.




Anos de 1970 e 1971, na Escola Parque criada pelo Educador Anísio Teixeira englobando os bairros mais pobres de Salvador daquela época, o Sistema era composto por escolas satélites nos bairros da Caixa D'agua, IAPI, Pero Vaz e Pau Miudo. 

Era uma escola em dois turnos, com aulas de turnos inteiros de teatro, música, literatura, fornecia livros, fardamento e alimentação e preparava o aluno para no mínimo ser um artesão em seu bairro através de técnicas de trabalho e por isso sou encadernador, marceneiro, alfaiate e sapateiro (na pesca também :-) ). 

A foto mostra a Turma de Sapataria com o Professor Arquibhaldo, que era sapateiro no Bairro do Pero Vaz. 

O que já produzi de sandália com sola de pneu calçaria uma companhia inteira :-). 

Eu e os colegas recebíamos créditos pelo que produzíamos e em uma feira anual os créditos eram trocados por produtos produzidos por outros colegas em outras técnicas, tais como carpintaria, olaria, marcenaria, metalurgia, alfaiataria e outras.

Eram para ser construídas mais sete dessas escolas pelo projeto conduzido pelo Governador Otávio Mangabeira, mas o golpe militar de 1964 encerrou o projeto que foi definitivamente "sepultado" quando da estranhíssima morte (assassinado pelo regime militar, dizem) de Anísio Teixeira, já que a ditadura militar não priorizava a educação pública.


Gostaria muito de completar o quadro com os nomes dos colegas que não lembro.
http://www.escolaparquesalvador.com.br/

domingo, 26 de agosto de 2018

Hobie Mirage Outback - O Mais Versátil Caiaque da Hobie Morreu Inesperadamente


Desde que tive o primeiro Outback em 2013, sempre que consultado por pescadores sobre qual o caiaque a pedal  mais indicado para pescarias em águas internas e no mar, nunca hesitei para responder: Hobie Outback!

Nesses cinco anos, já tive três deles, dos cinco caiaques Hobies que tive, pois o Outback conseguiu o difícil equilíbrio entre estabilidade primária, a estabilidade que lhe permite ficar de pé em pé em um caiaque,  e a estabilidade secundária que àquela característica de não capotar ou ficar desconfortável com ondas pela lateral dos caiaques. Mesmo com o mar agitado é possível pescar de jig e capturar e embarcar grandes exemplares sem ter que recorrer a colocação dos pés para fora do caiaque para obter equilíbrio. 

A despeito de seu tamanho e peso, nunca foi empecilho levá-lo para rios e lagos, e apenas comprei um Revo 11 por mero oportunidade comercial e que passou a ser meu caiaque de águas internas, mas sempre que vou a um local desconhecido, sujeito a fortes ventos, é sempre o Outback que levo comigo, pois sua capacidade de carga e estabilidade dão segurança.

Pois não é que no dia 24 de agosto, em uma campanha na internet já anunciada semanas antes por um youtuber estadunidense, recebo a notícia que o querido Hobie Outback "faleceu" :-)

Clique para ampliar


Em seu lugar existe agora um modelo ampliado do caiaque de entrada da Hobie, o Compass, de comprimento 21 centímetros maior, mais largo, com popa vertical e muito semelhante ao largo e pesado Pró Angler. Ficou como algo intermediário entre o PA 12 e PA 14.

A mudanças inesperadas de características, fugindo às características marinhas e focando na pesca em águas abrigadas, principalmente em água rasas, e o sinal mais forte disso além do leme retrátil e diminuição do calado, é a pre-disposição para instalação da "âncora" Pole (uma haste que é enfiada no solo por ação de um motor) e que não terá uso no mar a não ser que o caiaqueiro vá fazer "pole dance" :-)      



A popa vertical fará que tenha turbulência na traseira, aumentando o arrasto e diminuindo a velocidade e aumentando o esforço, o que também o inadequará, ou o tornará menos eficiente para uso na pesca de corrico. Sendo a popa também mais larga, haverá uma tendência de levantamento e talvez por isso o leme tenha aumentado a área e a profundidade para não perder a capacidade direcional, mas o equilíbrio fica prejudicado com a popa mais alta.


Se o leme for o mesmo do Compass, será um problema para o uso de vela em navegação com vento lateral, mesmo usando o MD como bolina, pois é muito frágil. Para o problema de carregamento no teto do carro, quando o leme pode ser danificado se o caiaque for levantado pela proa, a Hobie criou um dispositivo volumoso para o apoio. Já tinha vivenciado esse problema com o Compass do amigo Bosco e foi objeto de um post meu no fórum hobie. Veja aqui

Mas a Hobie errou? 

Difícil dizer agora. O novo "compassão" mantém a qualidade Hobie e certamente seu lançamento foi precedido de estudos de mercados que indicaram ser esse o melhor caminho comercial.  Outrossim, alertado por um colega dono de um TI, lembrou-me que o caiaque vendido para uso no mar não vende tantos acessórios Hobies, pois no mar, principalmente agitado, a tônica é simplificar. 


Portando, face ao "falecimento" do Outback, quando for perguntado qual o melhor caiaque novo, a pedal,  disponível para uso no mar e em águas internas, responderei que não existe e recomendarei o uso de um Revo 13, ou 16,  para uso no mar. Para águas internas, se quiser leveza, o Revo 11, e se peso não for problema, o Compass ou o novo "compassão". No futuro, quem tem um e a vida útil do Outback acabar, será uma "viúva" do Outback.   

R.I.P - A menos que, tenho esperança, seja ressuscitado :-)








terça-feira, 10 de julho de 2018

Caiaque da Pelican usando o Mirage Drive?


Chamado de "HyDryve", a Pelican mostrou hoje na ICAST o seu pedal para caiaque. Mas a boa notícia é o preço: USD 1, 499.00. Veja o post com detalhes sobre a patente da hOBIE clicando aqui.


 É praticamente o mesmo pedal da Hobie sem reversão, e até o encaixe é muito semelhante, apenas fizeram uma peça de sobre-posição devido às limitações do processo de fabricação da Pelican, que não lida com formas complexas como a do encaixe do MD.




segunda-feira, 9 de julho de 2018

Pedal Mirage Drive da Hobie em outro caiaque



"Grande acontecimento na ICAST 2018"

Fui avisado pelo amigo Gustavo Peruko, uma lenda no caiaque fishing brasileiro, da existência de um vídeo no canal do Zoffinger, um youtuber com mais de 135 mil inscritos em seu canal, que mostrava um caiaque da Pelican com um Mirage Drive da Hobie. 

A Pelican é um fabricante presente no Canadá e nos USA que produz caiaques de polietileno por termoformagem, um processo diferente do usual de rotomoldagem  e que consiste em, sob calor, prensar e moldar duas folhas de plástico, geralmente reciclado, o que resulta em um caiaque bem mais leve e mais resistente e sem as falhas de espessura que geralmente ocorrem no processo de rotomoldagem. Clique no link a seguir para saber mais:  www.pelicansport.com

No vídeo, Zoffinger informa que a ótima novidade estará na próxima ICAST, uma famosa feira sobre pesca que se realiza nos USA e que começa essa semana. O ICAST 2018 será realizado de 10 a 13 de julho de 2018 no North / South Concourse, no Orange County Convention Center, em Orlando, Flórida.

No vídeo se nota que o sistema utilizado é praticamente igual ao da Hobie, as mudanças são mínimas e a maior na cor do componente, o que até me leva a supor a um fornecimento ou licenciamento da Hobie e até mesmo em uma composição entre os dois fabricantes, pois se o casco do Compass fosse feito por termoformagem seria realmente muito mais leve do que é. 

A seguir um clip resumo do Vídeo do Zoffinger




Eis o vídeo completo

Mas e a patente da Hobie? 

A patente da Hobie para o Mirage Drive convencional, sem a reversão, expirou em 30 de julho de 2017, ao completar 20 anos de existência. A patente era a de número US 6.022.249. Clique aqui para ver.

O pedal de meu Outback 2015 trás a indicação dessa patente em sua plaqueta de número de série.

Já a patente para o MD 180 só expira em 2036, é a  US 9981726B2, clique aqui para ver. 

Curiosamente, nos meus MDs, um Glide e o outro 180, as plaquetas têm a mesma informação de patente, 




A Hobie tem espaço para melhoria para o rastreamento de produto e esse deve ter sido mais um caso de erro de identificação. Recentemente foi entregue um caiaque nos USA  sem número de série o que fez o proprietário reclamar veementemente. 

US9981726B2
Concessão dos EUA

US9981726B2

Concessão dos EUA

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Caiaque Com Motor Elétrico de Fábrica

clique para ampliar

Caiaque tem que ter propulsão humana, senão não merece o nome de caiaque. Costumo dizer que caiaque com motor não é caiaque, é "coisa".

Mas pelo menos quando fizer uma "coisa", faça direito.

E foi justamente uma "coisa"  direita que o fabricante chinês Gold Kayak, que também usa a marca Kings Craft  fez. Veja em seu site clicando no link a seguir: http://www.gold-kayak.com

Muito bem feita a solução de engenharia incorporando o motor elétrico ao caiaque e com duas soluções interessantes:  um cooler flutuante e o encaixe próprio para a bateria. 

As conexões são bem colocadas e evitam fios expostos, o sistema de direção é através de pedal e estranhamente tem cinco marchas a ré e três a vante.

A predisposição para o sonar foi colocada no local correto, à frente do pescador, dando segurança em águas mais rasas.

O caiaque tem 4 metros de comprimento e será vendido aqui no Brasil pela AS Caiaques com o nome comercial de AS 400 Electric. No site da AS Caiaques já é possível encomendá-lo por cerca de 6 mil reais. Veja mais no site da AS Caiaques www.atlanticosulcaiaques.com.br


O vídeo a seguir veio do site da AS Caiaques.

A AS Caiaques promete uma autonomia de 3 horas, sem especificar em qual velocidade, o que consideramos um tempo otimista levando em consideração a bateria usado e o consumo de um motor de 34 libras de empuxo. 

No site do fabricante verificamos pequenos "pecados" que mostram que foi o aproveitamento de itens disponíveis, tal como a chave seletora de velocidade, cuja impressão dão a certeza de que não foi construída especificamente para o caiaque, mas não sabemos se esse item será modificado para venda aqui no Brasil.

No modelo para o Brasil tem local para instalação de um transducer ao estilo do Hobie, mas adequadamente localizado, à frente do pescador,  para uso em águas rasas.