quarta-feira, 16 de maio de 2018

Caiaque Com Motor Elétrico de Fábrica

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Caiaque tem que ter propulsão humana, senão não merece o nome de caiaque. Costumo dizer que caiaque com motor não é caiaque, é "coisa".

Mas pelo menos quando fizer uma "coisa", faça direito.

E foi justamente uma "coisa"  direita que o fabricante chinês Gold Kayak, que também usa a marca Kings Craft  fez. Veja em seu site clicando no link a seguir: http://www.gold-kayak.com

Muito bem feita a solução de engenharia incorporando o motor elétrico ao caiaque e com duas soluções interessantes:  um cooler flutuante e o encaixe próprio para a bateria. 

As conexões são bem colocadas e evitam fios expostos, o sistema de direção é através de pedal e estranhamente tem cinco marchas a ré e três a vante.

O caiaque tem 4 metros de comprimento e será vendido aqui no Brasil pela AS Caiaques com o nome comercial de AS 400 Electric. No site da AS Caiaques já é possível encomendá-lo por cerca de 6 mil reais. Veja mais no site da AS Caiaques www.atlanticosulcaiaques.com.br


O vídeo a seguir veio do site da AS Caiaques.


A AS Caiaques promete uma autonomia de 3 horas, sem especificar em qual velocidade, o que consideramos um tempo otimista levando em consideração a bateria usado e o consumo de um motor de 34 libras de empuxo. 

No site do fabricante verificamos pequenos "pecados" que mostram que foi o aproveitamento de itens disponíveis, tal como a chave seletora de velocidade, cuja impressão dão a certeza de que não foi construída especificamente para o caiaque, mas não sabemos se esse item será modificado para venda aqui no Brasil.

No modelo para o Brasil tem local para instalação de um transducer ao estilo do Hobie, mas adequadamente localizado, à frente do pescador,  para uso em águas rasas. 















domingo, 8 de abril de 2018

Hobie Compass - Instalando sonar e acompanhando a estreia do amigo Bosco





O "cabra" simpático acima é o amigo João Bosco, na estreia do seu caiaque Hobie Compass, recém adquirido, O local da estreia é o Rio Pojuca, ao lado da Praia do Forte. E estreou com capturas. 

Tinha feito anteriormente a instalação desse mesmo sonar, um sonar Garmin Striker 4, no seu caiaque anterior, um Caimam100 (clique aqui para ver) e prometi que faria a migração do sonar para o novo caiaque caso ele viesse a comprar um Hobie. E foi o que aconteceu, ele recebeu o Compass na segunda feira e na quarta-feira o trouxe aqui em casa.



Na foto acima o Compass azul do Bosco ao lado do meu caiaque para rios e lagos, o Revo11.

Comparando os dois, o Compass é maior e bem mais largo, mas mantém a qualidade de acabamento da Hobie mesmo sendo um caiaque de entrada. 

Ao contrário do que muitos dizem, a espessura do seu casco não me pareceu menor, o que me leva a acreditar em que é rotomoldado em um polietileno de densidade mais baixa para obtenção do peso menor, até porque ao fazer o furo para a passagem de cabos do sonar, a broca cortou com mais facilidade que no Outback e Revo.
  

Embora mais leve que o meu Revo 11, manipular o Compass sozinho é de extrema dificuldade, mesmo que o cara tenha uma grande envergadura. Isso acontece pela ausência de local para "pega". As alças fazem muita falta e está explicado porque muitos donos de Compass têm optado pela colocação das alças do Hobie Revo 11 e vários outros caiaques. 
Código Hobie da alça usada nos outros caiaques:  88991061 SIDE CARRY HANDLE

informação inserida em 11/05 -
Estão sendo vendidas e usadas nos USA, como especificamente para o Compass, àquelas alças flexíveis da Hobie, as quais podem ser uma alternativa mais barata e rápida que as alças rígidas da Hobie dado a existência de similar delas no mercado.  Veja em: https://slhobie.com.au/gear/hobie-kayak-parts/1076-compass-side-handle-carry-kit

Código hobie dessa alça:  71190031HANDLE - SIDE CARRY KIT



Utilizei para a base do sonar o próprio trilho do Compass, fazendo antes uma chapa de aço inoxidável.

Para fazer a passagem dos cabos no cockpit, procurei as peças que deveriam acompanhar o caiaque e não as encontrei. Liguei para o Bosco e ele contatou a Hobie Brasil e esta o informou que essas peças, constantes no manual do Compass, não fazem parte do caiaque no Brasil para manutenção do preço abaixo dos 2,000 USD.

Uma pena, pois pior que ter que comprá-las separadamente é ter que aguardar chegar.

Outro colega também, que está adquirindo um segundo Compass,  recebeu a informação que o "cassete plug" (àquela peça plástica que fecha o "buraco" do MD quando ele não está sendo usado) também não faz parte do pacote, embora tenha vindo no de Bosco.

Tais ausências não estão, ao menos não ostensivamente, anunciadas na página do Hobie. A quem eu tenho indicado caiaques Hobie passei a avisar para que consultem a Hobie Brasil sobre o que de fato faz parte do pacote, para não ter uma surpresa desagradável como a do Bosco.

Sem o passa cabo, apelei então para o bom e velho "prensa cabo" fazendo uma instalação provisória para que o Bosco já possa usar o sonar no próximo torneio "Cabras da Pesca", dentro de mais 7 dias.

Quem escolher um Hobie e optar pelo Compass, verifique o que vai de fato precisar, os custos desses adicionais e se não é mais vantagem optar pelo Outback, com uma cadeira bem melhor e já com o Mirage Drive 180. 

Ainda sobre o peso do Compass, a diferença de seis quilos não é suficiente para, mesmo colocando as alças do Outback e Revo a partir de 2015 usá-lo sem o carrinho de transporte.

Se você não é um Paulão, capaz de caminhar centenas de metros carregando sozinho um Outback, recomendo que compre, ou mande fazer, um carrinho.


Finalizando, instalei a bateria internamente no casco, sob o assento, adicionando uma porta USB waterprof e um porta fusível, também waterproof, de 3A. Não é possível instalar a bateria no castelo de proa, como normalmente faço nos demais Hobies, pois mesmo o Bosco tendo colocado a escotilha central para a proa, a baixa altura interna do castelo de proa não permite uma fácil e rápida colocação, e retirada, da bateria.


O transducer do sonar instalei na proa, internamente no casco (instalação tipo "in hull"), imediatamente antes do encaixe do MD, ficando protegido de areia e lama e sem riscos de ter o posicionamento paralelo a linha dágua alterado e não ser percebido, e ainda permitindo antecipação de uma raseira, toco ou pedra. 


Costumo usar de exemplo a imagem abaixo para justificar a instalação à frente do caiaqueiro. Claro, se você pesca em profundidades acima dos 7 metros, esse local não é tão importante assim.



Para detalhes sobre o suporte da bateria e a "cama" do transducer, consulte o post de instalação clicando aqui.






terça-feira, 27 de março de 2018

Novo Sonar Garmin - Desenhe a sua própria carta náutica


Você já pensou em fazer a sua própria carta náutica, em tempo real, enquanto pesca? 

É isso a que se propõem os novos sonares fishfinders da Garmin da linha Plus.

Se os sonares com GPS a preços acessíveis foram bons, imagine o sonar que traça as curvas batimétricas e as armazena em forma de carta em sua imensa memória. É simplesmente o máximo!!

Se você quiser entender mais sobre cartas náuticas, curvas de nível  e batimetria, veja o próximo item.  

Graças ao Amigo Roberto Martins, adquirimos o novíssimo Striker Plus 4, da Garmin e o seu uso tem nos surpreendido.

Veja abaixo como funciona no vídeo do Canal Búlgaro Lago Passarel (Лаго Пасарел ЕООД). Editei  o vídeo e coloquei uma introdução com o colega Ronaldo, inaugurando o seu Striker Plus 4 em um dia nada bom para sair de caiaque no mar.

Segundo a Garmin, a memória do sonar permite a a acumulação na memória de 2 milhões de acres mapeados, ou seja, cerca de 8000 quilômetros quadrados, o equivalente a duas vezes a área do Estado do Rio de Janeiro.

Cartas Náuticas e curvas de nível

Cartas náuticas são desenhos que mostram o relevo submarino em linhas denominadas batimétricas e o relevo da terra firme em linhas denominadas altimétricas. A terra frme está em marrom, e a parte submersa está em branco e em azul claro.

Tanto as linhas batimétricas quanto as altimétricas indicam locais no terreno que tenham o mesmo nível em relação a um referencial: a maré média em algum ponto da costa.

No exemplo abaixo, no canto inferior direito esta traçada a curva batimétrica da cota 50, ou seja, uma profundidade de 50 metros em relação a maré média,  e os ponto numerados ao redor indicam a profundidade para àqueles pontos.  

Zoom Out



Se as linhas batimétricas estão muito próximas e paralelas, significa uma encosta submarina, uma rampa de grande inclinação. Se espaçadas e repetidas com o mesmo valor, significam uma planície submarina ou um fundo de pouca declividade.




Se as linhas batimétricas se apresentam de forma concêntricas, significa que há um "poço" ou um morrinho no fundo do mar, dependendo dos valores que tenham as linhas batimétricas.

Se o valor da linha batimétrica do centro for menor que a borda, teremos um "morro" submarino
Curvas de nível são linhas que ligam pontos, na superfície do terreno, que têm a mesma altitude (cota). As curvas de nível são representadas no mapa cobrindo uma área, o que permite ao intérprete uma visão mais holística da sinuosidade do terreno, possibilitando a identificação de formas geomorfológicas distintas como vales, divisores de água e outras.
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Palavras-chave: Curvas de nível. Altitude. Planta. Topográfica. Relevo. Sinuosidade.


Se o valor da linha batimétrica do centro for maior que a borda, teremos um "poço" submarino

Imagem relacionada




As cartas náuticas oficiais são fornecidas pela Marinha do Brasil e algumas delas têm mais de 50 anos que foram desenhadas e foram atualizadas apenas pontualmente. Sofwares e APPs de navegação também fornecem cartas náuticas, normalmente baseadas nessas cartas da Marinha.

Movimentos de areia no leito submarino mudam constantemente as profundidas e essas cartas devido ao tempo em que foram feitas, não são exatamente exatas.

Em breve instalarei e testarei o meu.










domingo, 21 de janeiro de 2018

Marinha - Tábua de Marés mudou a apresentação.


A Marinha do Brasil mudou a sua apresentação para a tábua de marés.

Agora há uma interface gráfica a qual pode ser acessada  clicando no link a seguir:   https://www.marinha.mil.br/chm/dados-do-segnav/dados-de-mare-mapa?field_tipo_de_dados_value=T%C3%81BUAS+DE+MAR%C3%89

Vá clicando até chegar no porto desejado. Em formato .PDF estão todas as previsões para o ano de 2018.


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Pesca de Praia com Iscas Artificiais - Plug e Grub

clique no quadradinho para ampliar


O pescador está "matando a pau" na espuminha usando mini crank bait (uma isca artificial pequena, imitando um peixinho), as qual chamamos de plugs, e também gruberes (isca que imita um verme).

Ele está inicialmente utilizando uma chumbada tipo disco de 60 gramas, que não é muito comum aqui na nossa pesca de praia, e depois usa uma chumbada pirâmide.

A maior vantagem é que se você vai a uma praia com espuminha não precisa se preocupar com a isca fresca e nem a mulher vai reclamar do cheiro das iscas, só do cheiro dos peixes que você pegar.

Tenho algumas aqui e acho que vou montar um chicote. No local onde era a Barraca Caporal, em Stella Maris, tem um local ótimo para isso, que o pessoal chama de pedra da Corvina.

Para ver exemplo dos plugs, clique aqui

Para ver exemplo dos grubres, clique aqui

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

AET - Autorização Especial de Transporte - Transportando um caiaque legalmente




Mais uma vez deparei-me com um grupo às voltas com a parte legal de transporte de caiaques sobre veículos e mais uma vez apareceram os velhos textos e imagens que contém erros grassos e até intencionais.

Ao citar uma imagem como constante em um documento oficial sem de fato ser, se comete o crime de falsificação de documento público e se apresentado por um agente a um delegado “CDF”, você estará bem enrolado, por isso porte apenas uma cópia da resolução do Contran original concernente ao nosso caso, e que pode ser obtida  clicando no link a seguir:  http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_349_10.pdf


As regras para transporte de caiaques sem precisar de uma AET são simples:
  • A carga não pode ter o comprimento maior que do seu veículo.
  • A carga tem que ser indivisível
  • A altura da carga mais a altura do rack/travessa não podem passar de 50 cm do teto do carro.
  • Não pode passar nada à frente do veículo
  • Nada pode impedir a boa visão do motorista
  • O excesso para trás não pode exceder 60% do comprimento entre as duas rodas (para saber o que você pode passar para trás, faça a medição entre os centros das duas rodas e multiplique por 0,60). Por exemplo, o HB20 tem 2,50 metros de entre eixos, então você pode passar do eixo da roda traseira até 1,50 metros (2,50 x 0,60 = 1,50). Veja figura 2 da resolução 349/10
  • No caso de excesso para trás, sinalize durante o dia com um tecido vermelho e com uma luz vermelha a noite. 

Emissão de AET.

Não se enquadrou para o transporte sem AET?

 Não se desespere, você mesmo pode emitir um Autorização Especial de Trânsito (AET) via internet. A AET é válida hoje até por um ano para um mesmo percurso. Verifique o tempo de validade no site onde emitir.

Como são AETs diferentes dependendo do tipo de estrada que você vá usar, federal ou estadual, planeje sua viagem de preferência utilizando apenas uma delas. Se não for possível, terá que emitir duas AETs.

AET Federal

Para emitir uma AET como pessoa física, você terá que primeiro se se cadastrar nessa página da Internet:  https://siaet.dnit.gov.br/manutencao/manTransportador.asp?op=ADD

Tela cadastramento:

Ao se cadastrar você cria uma senha e recebe um número de código de cinco algarismos para a emissão.

O DNIT envia imediatamente um e-mail para você e você tem que confirmar o cadastro, a partir dai já pode fazer a emissão clicando aqui: https://siaet.dnit.gov.br/

Será mostrado uma tela de aviso que somente será fechada após toda sua leitura e um aviso que a modificação de documento público é crime (lembra o que disse no início?).

Escolha que a resolução Contran é aplicável ( 349/10, no nosso caso) e você irá acessar o formulário abaixo:

A partir dai o sistema lhe guia até a conclusão da AET.

AET Estadual

Já para as AETs de estradas estaduais aqui da Bahia, o processo é bem semelhante e fácil. Esse é o endereço para o cadastro http://derbajblb02.derba.ba.gov.br/aet/ em seguida clique em CADASTRE-SE


Tela de Cadastro

Depois de feito o cadastro e obtido o Login e Senha, lhe enviados imediatamente por e-mail, você pode emitir a AET Estadual voltando a página http://derbajblb02.derba.ba.gov.br/aet/

Tela de emissão

AET de outros estados

Recomendo que ao passar por outros estados, principalmente os que não têm um sistema de emissão de AET, utilize as estradas federais.

Os estados maiores têm o seu sistema de emissão de AET.

Sergipe:
Não tem sistema na Internet, contato em Departamento Estadual da Infraestrutura Rodoviária
Av. São Paulo - Bairro: José Conrrado de Araújo - Nº3005 - Aracaju/SE
CEP: 49.085-380 - Telefone: (79) 3253.2900

Pernambuco:
http://aplicacoes.der.pe.gov.br/portalaet/abrirConRequerimento.do

Espírito Santo
http://portal.der.es.gov.br/portalaet/abrirConRequerimento.do

Minas Gerais
http://portal.der.mg.gov.br/saeptl/

Alagoas:
Não tem sistema na Internet, contato em http://www.der.al.gov.br/contact-info

Tocantins:
Não tem sistema na Internet, contato em http://seinf.to.gov.br/menu-lateral/engenharia-de-trafego/autorizacao-especial-de-transito/
Para ver outros estados, pesquise no Google AET “nome do estado”.

Em vários estados o sistema não é informatizado e despachantes cobram os olhos da cara por uma AET.

Dicas importantes: 

  • Alguns sistemas de emissão de AET, durante a fase de análise, pode informar que não será necessário a AET, embora você tenha certeza que é necessária. Nesse caso, copie as telas da AET com a análise para serem apresentadas caso a fiscalização afirme que seria necessária.
  • Planeje suas viagens utilizando as estradas federais, preferencialmente.