terça-feira, 21 de julho de 2020

Cabo Para Sonar Garmin Séries STRIKER e ECHO- Transferência de dados



O uso de localizadores de peixes (sonar ou fishfinder) em caiaques virou uma realidade. Quando o caiaque é para uso no mar, nas diversas variações de pesca com jig, o sonar tornou-se indispensável e é usado em conjunto com um GPS ou tem já o GPS nativo, no próprio sonar, caso da série STRIKER.

Dentre esses sonares, o de uso mais popular é o Garmin, nos modelos ECHO e STRIKER.

Por ter uma baixo custo e ter o GPS e um "desenhador de carta de fundo" embutidos, o modelo StRIKER 4 Plus tem sido o preferido do pescador de caiaque.

Por não ter nenhum software ou sistema de comunicação para esses sonares, os dados contidos em um sonar só podem ser compartilhados com outro sonar via cabo, ligando fisicamente um sonar a outro. Se os equipamentos são novos, ou pelo menos seus cabos são novos, não há nenhum problema, você faz a ligação entre os displays usando o cabo original e usando uma única bateria, inverte os fios de TX e RX (azul e marron) e pronto, funciona tranquilamente.

O problema começa quando os cabos não são, os dois, novos, mesmo que a instalação no caiaque permita se fazer a ligação dos fios de dados.
Com o tempo e uso, notadamente em água salgada, os cabos têm a resistência de seus fios aumentadas e como a comunicação serial entre eles é toda baseada em diferenças de tensão, o desequilibrio causado pela oxidação torna a comunicação entre eles impossível, mesmo estando os dois equipamentos ligados à mesma fonte de energia.

A solução então seria se ter dois cabos novos, não oxidados em intensidades diferentes. O problema é que esses cabos originais são caros.

Conversando com o amigo Roberto Martins, caiaqueiro e pescador em rios e mar, que já fabrica cabos e conectores de reposição para diversos sonares e faz manutenções preventivas e corretivas em caiaques e material de pesca,  sobre esse problema ele deu a solução: um cabo eletricamente equilibrado, próprio para essa transferência de dados e que poderia ser usado para edição e colocação manual de novos pontos pelo caiaqueiro. Tal cabo não fica exposto e mesmo que ficasse, por ser único, seria afetado por igual, teoricamente, sem desequilíbrio.

Ele montou o cabo e eu peguei na casa dele hoje e testei.



Sucesso absoluto. Igualei os dados (pontos e rotas) nos dois sonares que possuo, ficando agora com um backup.




O Roberto transformou o cabo em um produto que pode ser adquirido diretamente com ele a um custo muiiiito menor que os cabos originais. O Roberto pode ser contactado no e-mail arpmartins@yahoo.com.br

Atenção: Não use a opção apagar dados de usuários com os cabos conectados e a opção de comunicação habilitada em nenhuma das duas unidades, pois serão apagados os dados das duas unidades.

Compatibilidade do cabo: Todos os Fishfinder Striker e Echo, exceto os listados abaixo:
  • ECHOMAP Plus 70cv / sv
  • ECHOMAP Plus 90cv / sv
  • ECHOMAP 50s / dv
  • ECHOMAP 70s / dv
  • ECHOMAP Ultra Series
Como fazer (usando dois cabos originais):
  • Ligue os cabos nos dois sonares. Junte os dois fios pretos e também os dois fios vermelhos dos dois cabos e ligue em uma única fonte (bateria), respeitando a polaridade: Vermelho no + e preto no -.
  • Ligue o fio marron do primeiro cabo ao fio azul do segundo cabo  e vice-versa. Isole com fita adesiva. 
Como fazer (usando o cabo do Roberto):
  • Conecte os conectores +  e - na bateria e os conectores redondos no "power" de cada display. E só. 

No display:
  • Ligue os display
  • Selecione Dados do Usuário
  • Selecione Gerenciar Dados
  • Selecione Compartilhamento de Dados, ativando essa função nos dois display.
A transferência de dados será iniciada e dados diferentes serão colocados nas memórias dos dois display (será feito um "merge"). Não há nenhum sinal da execução da transferência e você só saberá se teve sucesso compararando os dados. Cuide para que os dados nos dois display estejam ordenados por nome.

Nas versões mais caras dos sonares, você terá que configurar o canal de comunicação e a velocidade. Consulte o manual.






sexta-feira, 10 de julho de 2020

Hobie Passport 12, ocupará o vazio deixado pelo Outback 2018?







Tenho boas expectativas para uso desse caiaque no mar.

Quando a Hobie lançou o Outback 2019, retirando de linha o seu caiaque de casco mais versátil, capaz de atender os pescadores off-shore e os de águas interiores, ficou sem nenhum produto com essas características. Para o mar, restou apenas os Revolution

Os caiaques modelo Revolution são muito bons para o mar.  O Revolution 11 para remadores até 70 kg de peso e o Revolution 16 o melhor de todos para o mar. Exceto o Revolution 11, os Revolution 13 e 16 não são bons para os pescadores de águas interiores, sendo o principal motivo sua baixa estabilidade primária, além da falta de espaço, pela menor largura e o grande comprimento que dificulta manobras. Já o caiaque Compass, com sua popa de alta flutuação, como o Outback 2019, é de uso desconfortável até mesmo em águas interiores um pouco mais agitadas.

Já no Passport 12, parece que em termos de casco acertaram tudo. Colocaram uma quilha pronunciada, com ângulos quase retos (lembrando o nacional Barracuda, da Lontras) e embora tenham ampliado a popa (bagageiro) em relação ao Compass 10.5, deslocaram o assento também para trás e com o aumento maior na proa deve reduzir a flutuação da popa, reduzindo o mergulho da proa a cada passagem ortogonal de onda, como acontece com o Outback 2019,  com o Compass e um pouco com o Passport 10.5.

A quilha pronunciada  de maior extensão que no seu irmão menor de10.5', pelo que vi em vídeos, dotou o Passport 12 de um tracking invejável, o que pode ser verificado nesse clip de vídeo do canal Moomoo Outdors.
Mesmo sendo remado sem leme e sem o MD, o caiaque permanece no rumo, sem "rebolar", e olha que a remada do Moomoo nem é uma remada "cavada", é uma remada até aberta, que usualmente incrementa o "rebolar".
Para ver o vídeo original completo no canal do MooMoo, clique aqui

Com esse casco, esqueço toda a redução de custos aplicadas ao Passport, uma verdadeira "casquinhagem", com remo, leme*, alças tudo do mais barato e menos prático, e até um MD do início do século**

Espero ansioso por uma oportunidade de testá-lo no mar, moderadamente "encrespado", para ver seu comportamento.




* Com o aumento do tracking pelo maior comprimento do Passport 12, é esperado uma maior dificuldade para manobras e um esforço maior sobre o leme, mas já há uma solução simples e barata para um leme maior e mais robusto e para subir e descer o leme dos Passport através de cabos, veja clicando aqui

*
*Nesse caso, creio que o MD V2, renomeado para MD Classic, foi "ressuscitado" para manter a patente do turbo fin reto, versões STD e TURBO, evitando o uso deles pelas empresas que estão copiando o MD V1, cuja patente expirou. Pela legislação, um produto ou componente que tenha patente mas que não é mais produzido e comercializado pode ter o fim de sua patente requerida. Por isso as empresas que estão copiando só usam o fin antigo, àquele curvo. 





quarta-feira, 4 de março de 2020

Upgrade no Leme - Hobie Passport


A Hobie para manter o preço do Passport bem competitivo e também para manter bem nítida a diferença entre as diversas versões dos seus ótimos caiaques, "caprichou" no downgrade dos diversos acessórios que o compõe, desde a alça de mão até o sua unidade de propulsão, o Mirage Drive Classic (veja post a respeito clicando aqui).

E o leme do Passport, ótimo nos Hobie Revolution e Outback até 2018, não escapou: Perdeu o seu controle de UP e DOW,  que agora têm que ser executados localmente, ou com o auxílio do remo. Alguns caiaqueiros ficaram muito incomodados com isso, e como enxergo a possibilidade da versão de 12' do Passport ser usado para pesca off-shore, essa é uma condição necessária. 

Uma loja búlgara, a KaiakShop, resolveu de forma barata e de rápida implementação o perrengue do acionamento sem ser remoto, utilizando um leme de alumínio vendido no Aliexpress e no Ebay, fazendo apenas uma pequena modificação no pino do leme e aproveitando o encaixe da haste original de direção. Veja no vídeo a seguir:


Esse é o leme usado por eles. Tem vários fornecedores no Ali.


Sege o link para os lemes vendidos no Ali, clique aqui.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Mudança nos MDs - Mirage Drive - da Hobie



Recentemente recebi de um amigo pescador dizia que o seu novíssimo caiaque Hobie Passport 10.5 estava equipado com MD GT. Que ótimo, pensei, é o mais confiável MD que a Hobie produziu.

No entanto, ao ver a foto do MD do amigo, notei diferenças para o MD GT que possuo e ao pesquisar deparei-me com o quadro acima, uma publicação da Hobie, à qual eu completei com o MD que equipava o Compass até 2019, mostrando os propulsores de seus caiaques.

Como pode ser visto, As modificações foram as seguintes:
  • o antigo MD V2, que foi usado até 2014, agora equipa os caiaques Passport;
  • o MD GT, que eu considerava o melhor MD da Hobie, ganhou as hastes de pedal reguláveis por botão, as barbatanas do MD 180 e o sistema de desarme" Kick-up". Felizmente parece que, apesar de ter ficado parecido com o MD 180, foi mantido o sistema de rolamentos do sprocket (coroa onde pega a corrente de acionamento), o que o faz candidato a continuar como o melhor e mais resistente MD da Hobie;
  • o MD 180 recebeu o sistema de desarme dos fins, o "Kick-up";
  • O MD 360 não teve alterações.
Mas o que levou a Hobie a "ressuscitar" o antigo V2? Não me parece ter diferença de custo de produção muito diferente do MD GT.

Em minha percepção, foi puramente para manutenção da patente da barbatana de ponta retangular, mesmo diminuindo custos pelo aumento da produção da barbatana do MD 180.

Com o fim da patente do Mirage Driver original com a barbatana redonda, que já está sendo produzido por várias outras empresas em diversos países, inclusive no Brasil, a Hobie consegue impedir que eles usem a barbatana turbo de ponta retangular, a qual está coberta por uma patente de melhoria até 2027. Para ver a patente, clique aqui.
Pela lei de patentes de alguns países, quando um produto objeto de uma patente não é produzida por 5 anos, a patente caduca, então imagino que o MD Classic será produzido por pelo menos mais dois anos, quando já não fará diferença parar de produzí-lo.

Mas o que impede um comprador do MD genérico de comprar e usar uma barbatana da Hobie? Nada, basta ter a haste e a fixação compatível, mas que ele se prepare para pagar um preço alto pelas barbatanas da Hobie, cerca de 160.00 USD para o kit, e ainda corre o risco de sua unidade não suportar o esforço maior e, pior ainda, o casco do seu caiaque não suportar e rachar, como racharam alguns caiaques da Hobie fabricados até 2014.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Fim dos Hobie Revolution?



No fim de 2019 a Hobie publicou um vídeo promocional dos seus caiaques de pesca para 2020. Fiquei surpreso com a ausência da linha Revolution no vídeo.

De 2018 para 2019, a Hobie  "matou" subitamente o casco do antigo Hobie Outback, casco que tinha a melhor relação entre as estabilidades primárias e secundária e era o casco preferido por muitos pescadores offshore e pelas operadoras de turismo de pesca pelo mundo, deixando como opção apenas o Revolution 13, um bom caiaque, mas que privilegia mais a estabilidade secundária que a primário, tendo seu casco mais longo e estreito que o Outback. (veja post à respeito clicando aqui)

Será que o vídeo promocional é o prenúncio do fim da linha Revolution?

Teremos da Hobie algo novo na linha do Outback antigo e do Revolution atual para pesca no mar?

Ou teremos apenas os cascos atuais, imensos para receberem as centenas de acessórios e voltados para águas abrigadas e doces?

Só tempo nos dirá, pois a Hobie consegue ser absolutamente discreta com seus lançamentos e caso algo "vaze", será apenas porque a Hobie assim o quis. 



quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Novo caiaque a pedal nos USA - Strike HD Pedal Fishing




Com entusiasmo e patriotismo exagerados do Justin Lammers, certamente movido com um bom patrocínio, ele nos apresenta o novo caiaque da
Lightning Kayak.

Com um pedal e um assento muito distantes do MD 180 e do Vantage Seat da Hobie, e até do ótimo pedal MD GT que equipam os caiaques mais baratos da Hobie, foi lançado nos USA o caiaque Lightning Strike HD Pedal Fishing.

Até parece que o fabricante corrigiu todos os problemas que vimos nos lançamentos recentes da Hobie (Outback 2019, Compass e Passport), agregando valor na cópia e aprimoramento das soluções da Hobie (exceto o pedal, que parece ser o MD V1 da Hobie, de 2008, cuja patente expirou) .

Torço que os fabricantes nacionais mirem no exemplo da Lightnig Kayak e nos proporcionem algo do nível, pois fora o casco de polietileno,  todos os demais componentes são do mercado, até o pedal que é produzido pela Freedom, tornando a fabricação e montagem um exercício de integração de componentes.

Só nos resta saber se este casco tem as mesmas características de uso multiplo para lagos, rio e mar do antigo Hobie Outback. Se tiver as características do casco do Hobie Outback até 2018 e a qualidade construtiva da Hobie, será maravilhoso, pois observamos um aumento do traking quando o caiaque é propelido com o remo. E com quase 1,000.00 USD a menos.

Para ter o nível de um Hobie, é necessário que além do próprio caiaque, a empresa mantenha uma uma política de reposição de peças como a da Hobie, em que é possível se comprar cada componente do caiaque independentemente do ano que foi fabricado e isso é fantástico.  A única exceção vai para o principal componente do pedal MD 180, a espinha (spine) a qual vc só encontra completa e caríssima (300.00 USD) não sendo vendido separado nem os simples rolamentos, ao contrário dos outros rolamentos dos pedais da marca, os quais são vendidos separadamente.