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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Diário de Caiaque II

Se você não viu o post inicial, Diário de Caiaque, clique aqui para ver.

No post anterior,esqueci de comentar que durante a escolha do caiaque troquei várias opiniões com o Alessandro e o Juca. o Juca definiu-se também por um Barracuda, dois na verdade, um para Seu Vivi, seu pai,  e o Alessandro e o Gustavo ainda estão decidindo.




Transportando o Caiaque

Tenho o caiaque, e agora? 
Apesar de morar próximo ao mar, as condições aqui não recomendam a pesca ou passeio em caiaque, já que é "mar aberto" e a Pedra da Caveira, local com o "mar mais mexido" de Salvador é bem aqui ao lado. Se eu quiser usá-lo na enseada de Itapuan teria que transportá-lo por quatro quilômetros e forçosamente em um carro. E eu não estou pronto para uma saída ao mar, terei que treinar primeiro em lagoas e rios calmos.

Já que tem de ser de carro, tenho um probleminha devido ao tipo do meu carro: um jipe modelo Tracker, fabricado pela Suzuki  e que foi comercializado pela Chevrolet aqui no Brasil até o ao de 2009. Se não bastasse, o meu jipe ainda é especial, mais alto que os demais por ter a suspensão reforçada,  dado ao uso que faço dele. Veja abaixo a comparação dele com um Ecosport, que já não é um carro baixo.O que significa conforto e segurança nas trilhas, e que foi perfeito para viajar de Natal a Jericoacoara pela praia,  é um problema para transportar um caiaque. 
Descobri então qual o motivo da maioria dos caiqueiros terem preferência para o carro tipo hatch, sedan e  perua (station wagon): a altura para colocar o caiaque. Como dificilmente terei outro carro que não um jipe,   não adianta "chorar". Tenho que encarar.

Devido a altura e largura da viatura, mesmo com duas pessoas de estatura mediana o carregamento pela lateral é difícil. A opção é carregá-lo pelo fundo do carro e com a quilha para cima. Só que ai os acessórios de proa, popa e bordos vão "raspar" e estragar na carroceria e na travessa do rack. A solução então é carregá-lo com a quilha para baixo. Para piorar, se em 1976 eu tinha 1,71 m de altura, hoje são apenas 1,69 m.

Mas aprendi no Fórum CB que o transporte do caiaque não deve ser feito desta forma, apoiado pela quilha,  quando o caiaque tem quilha pronunciada, como Barracuda, já que ocorrerá uma deformação. Se estiver calor e ficar exposto ao sol, muito pior. Droga!

Procurei um rack que resolvesse o problema, mas um deles, bem caro, é adequado para canoas e caiaques  oceânicos e de corredeiras, com seção abaulada e não "chata" como um caiaque de pesca. O outro modelo leva o caiaque a 45 graus, mas como minhas travessas do rack são altas e o Barracuda é largo, a altura legal máxima permitida de 50cm seria ultrapassada e eu teria que tirar uma licença a cada transporte. No Fórum CB tem um ótimo post do Caiaqueiro Cunha com um bom debate da questão por parte dos caiaqueiros sobre a resolução que regula este transporte, clique aqui para acessá-la.


Para resolver a questão, adquiri um piso em EVA, desses de tatames, com 10mm de espessura (não achei um mais grosso) cortei em tiras com cerca de 9 cm e as colei sobrepostas, fazendo uma base para a travessa. Com o uso desta base, a quilha, quando muito, fica apenas encostada na tira de EVA.


Para fazer o teste, fiz sozinho o carregamento e amarração do caiaque. Aproveitei também para testar se a saída e entrada da garagem eram possíveis. Seguem as fotos.


Minha preocupação agora é com a área velica e ângulos de ataque, já que com a ação do vento a tendência  é que o caiaque "suba". Com certeza terei que baixar a velocidade de cruzeiro para 80 km/h, no máximo. Minha esperança é que dada a turbulência na parte inferior do caiaque, esta não gere uma força de elevação muito alta. 


Durante a semana farei a aquisição de cintas que permitam a amarração mais firme. 


Vou também submeter á apreciação do pessoal do fórum na busca de orientações.

  




3 comentários:

  1. Milton,
    O suporte parece ter ficado muito bom.
    Depois seria interessante um vídeo do carregamento.
    FIcou muito trabalhoso para fazer o carregamento sozinho?

    Abraço

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  2. Olá Juca. O descarregamento é pior que o carregamento, tem que ser feito cuidadosamente. Minha maior dúvida é quanto a estabilidade, ou seja, se não terei uma força ascendente muito forte sobre as travessas.

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  3. Imagino... A aerodinâmica pode fazer o caiaque subir, querendo decolar. Essa é sua preocupação?
    Acho que ele estando bem firme, sem folgas para o vento não criar um bolsão embaixo, ele não vai gerar esse efeito. Mas só testando mesmo.

    Quanto ao descarregamento, a verdade é que sempre que for pescar, me chame, que lhe ajudo a retirar o caiaque do teto. hahahaha :-)

    Abraço,

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