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sábado, 12 de novembro de 2011

Diário de Caiaque III

Acordei hoje às 04:30 e fui para a varanda. Mal pude acreditar no que via: um céu com algumas estrelas, poucas nuvens e sem vento. É a primeira vez em dez dias que isto acontece em Salvador.

Às 05:00 mandei uma mensagem ao Juca avisando das boas condições e a resposta foi: "Oba. Estou saindo de casa!"

Às 05:45 ele chegou e rumamos para a lagoa de Guarajuba. Chegando lá, fomos para a Prainha, uma dica do colega Fábio Canto, praticamente um nativo de Guarajuba, e nos deparamos com esta bela imagem as 06h30min da manhã.

O Newbee, agora prestes a ser batizado na água, foi transportado com a popa voltada para a frente do carro, orientação dos colegas do Fórum Caiaque Brasil,  e mantivemos uma velocidade de cruzeiro de 80 km/h, sem qualquer problema.


E eis agora o batismo, meu em caiaque e do Newbee na água.

E logo eu já estava longe


E mais longe ainda, em uma ótima foto do Juca. Fiquei entusiasmado com a estabilidade e facilidade de condução do Barracuda, mesmo por um remador de primeira viagem como eu. Fixava um ponto ao longe, remava de encontro a este ponto e o caiaque necessitava apenas de pequenas correções, "mantinha a proa". Nada parecido com àquelas imagens de caiaques em que vemos a proa oscilando de 10 a 15 graus a cada remada. É claro que o fato de estarmos em uma lagoa ajudava bastante.  
A facilidade de manobrar é tão grande, que após apenas 20 minutos de caiaque,  fiz até "gracinha", encalhando de ré.

Em seguida foi o Juca

Juca deu a primeira volta e as impressões de foram iguais a minha: muito fácil, muito bom. Tanto que, logo em seguida, ele preparou a vara que levei com uma isca artificial dele e já estava pescando.  
 Até as 08h00 o Juca teve duas ações, de um tucuné pequeno, que curioso seguiu a isca, e uma "espanada" de um peixe maior, mas sem fisgar. Veja no vídeo abaixo a desenvoltura do companheiro Juca. Nem parece "recruta".



Troquei a isca por uma que tinha levado, fiz diversos lances, mas sem ações dos peixes. 

Chegou uma turma de 8 pescadores nativos, todos da mesma família, atravessaram para  a ilhota, e em menos de 20 minutos desistiram de pescar por total falta de ações dos peixes. 

Conversei também com o "limpador" da lagoa, um senhor em um bote de alumínio e que recolhia armadilhas para camarões. Ele relatou-me que a lagoa estava muito cheia e os peixes estava "muito espalhados" e que nessas condições a pesca só vai bem com iscas vivas.

Na saída, a obrigação ambiental. Recolhemos um saco de 30 litros de lixo, quase 10 quilos, deixado por pescadores de diversas camadas sociais (tinha embalagens da Perinni, uma famosa e cara delicatessem de Salvador, e garrafas de cachaça barata e limão).
Conclusão
Cara, é muito bom! Não pensei que seria tão fácil.
Aprendemos algumas coisas:
  • Mesmo em lagoa, não dá para ficar sem poita (âncora)
  • Tenho 93 quilos e o colete para 100 quilos que comprei é insuficiente, fica querendo sair pela cabeça, mas muito adequado para o Juca, 15 quilos mais leve.
  • Levar líquidos é importante. Tem que ter um "isopor" no caiaque.
  • O remo está muito grande, as mãos ficavam muito altas e espirrava água. 
  • É bom ficar em forma. É muito cansativo. Dei uma esticada de 300 metros, bem rápido, voltei rápido e fiquei bastante cansado. 
  • É bom ter opção de isca viva, camarão e piabinhas. Só isca artificial pode não ser o bastante
  • Amarrar o caiaque no rack do carro com corda é trabalhoso. Vou comprar cintas com catracas.
As fotos, na maioria, são do Juca, as outras,minhas.

Informação colocadas às 17h26min: O Juca, quase que simultaneamente, fez um post no Caiaque Brasil, clique aqui para ver.


4 comentários:

  1. Grande Milton,
    a extréia foi muito boa!
    Com certeza faremos grandes pescarias e belas imagens.

    Abraço,
    Juca

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  2. Será que dá pra usar meu caiaque nessa lagoa ai ?

    kkkkk...

    Abraços

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  3. Olá Deco. O caiaque que quero convence-lo a usar é pelo menos 40 vezes mais barato do que o carro que você fez de caiaque, companheiro. :-)

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