domingo, 26 de agosto de 2018

Hobie Mirage Outback - O Mais Versátil Caiaque da Hobie Morreu Inesperadamente


Desde que tive o primeiro Outback em 2013, sempre que consultado por pescadores sobre qual o caiaque a pedal  mais indicado para pescarias em águas internas e no mar, nunca hesitei para responder: Hobie Outback!

Nesses cinco anos, já tive três deles, dos cinco caiaques Hobies que tive, pois o Outback conseguiu o difícil equilíbrio entre estabilidade primária, a estabilidade que lhe permite ficar de pé em pé em um caiaque,  e a estabilidade secundária que àquela característica de não capotar ou ficar desconfortável com ondas pela lateral dos caiaques. Mesmo com o mar agitado é possível pescar de jig e capturar e embarcar grandes exemplares sem ter que recorrer a colocação dos pés para fora do caiaque para obter equilíbrio. 

A despeito de seu tamanho e peso, nunca foi empecilho levá-lo para rios e lagos, e apenas comprei um Revo 11 por mero oportunidade comercial e que passou a ser meu caiaque de águas internas, mas sempre que vou a um local desconhecido, sujeito a fortes ventos, é sempre o Outback que levo comigo, pois sua capacidade de carga e estabilidade dão segurança.

Pois não é que no dia 24 de agosto, em uma campanha na internet já anunciada semanas antes por um youtuber estadunidense, recebo a notícia que o querido Hobie Outback "faleceu" :-)

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Em seu lugar existe agora um modelo ampliado do caiaque de entrada da Hobie, o Compass, de comprimento 21 centímetros maior, mais largo, com popa vertical e muito semelhante ao largo e pesado Pró Angler. Ficou como algo intermediário entre o PA 12 e PA 14.

A mudanças inesperadas de características, fugindo às características marinhas e focando na pesca em águas abrigadas, principalmente em água rasas, e o sinal mais forte disso além do leme retrátil e diminuição do calado, é a pre-disposição para instalação da "âncora" Pole (uma haste que é enfiada no solo por ação de um motor) e que não terá uso no mar a não ser que o caiaqueiro vá fazer "pole dance" :-)      



A popa vertical fará que tenha turbulência na traseira, aumentando o arrasto e diminuindo a velocidade e aumentando o esforço, o que também o inadequará, ou o tornará menos eficiente para uso na pesca de corrico. Sendo a popa também mais larga, haverá uma tendência de levantamento e talvez por isso o leme tenha aumentado a área e a profundidade para não perder a capacidade direcional, mas o equilíbrio fica prejudicado com a popa mais alta.


Se o leme for o mesmo do Compass, será um problema para o uso de vela em navegação com vento lateral, mesmo usando o MD como bolina, pois é muito frágil. Para o problema de carregamento no teto do carro, quando o leme pode ser danificado se o caiaque for levantado pela proa, a Hobie criou um dispositivo volumoso para o apoio. Já tinha vivenciado esse problema com o Compass do amigo Bosco e foi objeto de um post meu no fórum hobie. Veja aqui

Mas a Hobie errou? 

Difícil dizer agora. O novo "compassão" mantém a qualidade Hobie e certamente seu lançamento foi precedido de estudos de mercados que indicaram ser esse o melhor caminho comercial.  Outrossim, alertado por um colega dono de um TI, lembrou-me que o caiaque vendido para uso no mar não vende tantos acessórios Hobies, pois no mar, principalmente agitado, a tônica é simplificar. 


Portando, face ao "falecimento" do Outback, quando for perguntado qual o melhor caiaque novo, a pedal,  disponível para uso no mar e em águas internas, responderei que não existe e recomendarei o uso de um Revo 13, ou 16,  para uso no mar. Para águas internas, se quiser leveza, o Revo 11, e se peso não for problema, o Compass ou o novo "compassão". No futuro, quem tem um e a vida útil do Outback acabar, será uma "viúva" do Outback.   

R.I.P - A menos que, tenho esperança, seja ressuscitado :-)








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