caiaque bahia

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terça-feira, 30 de junho de 2009

Local de Pesca em Salvador - II

Praia do Flamengo

Fica após Stella Maris, no limite de município com Lauro de Freitas.

A principal característica do local é a grande variedade de peixes, do barbudinho (parati) até o robalo. Quando as guaricemas e guaraiúbas entram é normal pegar mais de uma. Não raro, aparece um bitelo. Já tive que procurar na água a vara de pesca e a espera do meu PAIceiro Célio e quando encontramos ele puxou um xaréu de mais de dois quilos. Se demorássemos, iam embora peixe, vara, molinete e espera.

Prefira os dias de semana, pois é muito frequentada nos finais de semana e feriados, inclusive por crianças, ou então chegue bem cedo e fique até às 07:30h.

Para quem tem GPS ou Nokia N95, seguem as coordenadas: Latitude 12°55'30.58"S e Longitude 38°18'54.66"O.

Se você prefere ver o passeio em arquivo .kmz, do Google Earth, clique aqui para baixar. Senão, veja o passeio no Youtube. Mas a qualidade da imagem no Google Earth é insuperável, e o passeio é muito bonito.

Se você não sabe como obter e usar o Google Earth, veja aqui mesmo no blog, no post "Vôo para o Buraco do Padre".




segunda-feira, 29 de junho de 2009

Passeio ao Buraco do Padre II

Esse é o vídeo do passeio ao Buraco do Padre para quem não tem ou não quer baixar o Google Earth.



domingo, 28 de junho de 2009

Perseguindo o Cardume

Achei esse excelente vídeo no Youtube da autoria de Ermelinda Margarida Santos, uma rara captura em vídeo do momento quando um cardume entra na praia atrás das pititingas (manjubas). Notem a quantidade de pescadores com sabiki e barandão (linha de mão, com anzol e isca) perseguindo o cardume.

Apenas um deles está parado com vara e molinete e um segundo passa correndo atrás do cardume. O local é a Praia de Amaralina, aqui em Salvador. O local é muito usado para Pesca de Praia e logo cedo, pela manhã, também é um dos pontos de venda de pititinga(manjuba) para isca.



sábado, 27 de junho de 2009

Hoje em Itapuan - Comprando Iscas

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Sai hoje às 05:30 para comprar pititinga (manjubinha) em Itapuan.

Ao chegar na Rua K, não tinha ninguém tarrafando e um pescador avisou-me que estavam todos no Primeiro Porto (defronte da Igreja de Itapuan).

Chegando lá deparei-me não só com o Rasta e o Nado, dois pescadores de pititinga, mas também com vários outros pescadores, três deles com varas e molinetes, e os demais estavam com sabiki e barandão. Barandão é uma linha com uma parada (chicote) de três anzóis, enrolada em um tubo de PVC.

Curioso, perguntei a um deles qual o peixe estava "entrando" e ele me explicou que a semana toda um cardume de xaréus estava entrando no Primeiro Porto atrás das pititingas e que o pessoal das canoas não tinha conseguido cercar o cardume e o máximo que pegaram foram uns 300 quilos. Comprei as iscas e esperei uns 20 minutos, como niguém pegou nada, fui embora.


sexta-feira, 26 de junho de 2009

Vôo para o Buraco do Padre

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Quer fazer um passeio aéreo para o Buraco do Padre saindo do Viaduto Mário Andreazza, na Avenida Paralela?

Se você for do Clupesal, achará que o vídeo foi feito pelos Pescadores/Pilotos Álvaro e Bodan, mas não, foram feitos pelo Google Earth.

Para visualizar o passeio você precisará do Google Earth. Se você ainda não tem o Google Earth instalado em seu computador, você pode baixa-lo clicando aqui. É fácil e é de graça.

Depois que você baixar e instalar o Google Earth, baixe vídeo do passeio clicando aqui. O arquivo está em um servidor do RapidShare.

Caso você não tenha familiaridade com o RapidShare ele funciona da seguinte forma: Após você clicar no link do passeio aparecerá a tela do RapidShare com dois hodômetros, escolha o que tem o botão FREEUSER. Poderá aparecer um contador de tempo e em seguida aparecerá uma esfera azul com uma seta branca para baixo escrito DOWNLOAD. Clique na esfera e escolha Abrir com o Google Earth, e pronto.

As instruções acima só funcionam na ordem que está descrita, ou seja, primeiro baixe e instale o Google Earth e em seguida faça o download do arquivo com o vídeo do passeio.

Há, sim, ia esquecendo. Quando chegar ao final do passeio note que já tem um cara pescando no local, a sombra da vara de pesca é bem visível.


Diário de Carretilha III

Manivela Para Carretilha - Power Handle

Sim, é possível trocar a manivela das carretilhas para pesca de praia.

Alguém nos Estados Unidos se revoltou contra as minúsculas manivelas e fabrica uma manivela parecida com as dos molinetes. No site o vendedor informa que já vendeu 19 unidades aqui para o Brasil. Elas são fabricadas para as principais carretilhas do mercado que cabem 200 metros de linha 0,40 mm. Veja a foto à seguir:


O problema é que uma manivela custa US$ 40.00, ou seja, mais de R$100,00 com o frete. A Marine Caster 400 5BI que tenho (clique aqui para vê-la) custou quase isso.

Achei no Ebay, clique aqui para ver. Como esse link pode desaparecer, você também pode procura com o nome de "power handle" no google.

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Local de Pesca em Salvador - I

Buraco do Padre

Fica em Stella Maris, ao fundo do Camping de Itapuan, cerca de 300 metros ao sul do Hotel Catussaba (em direção a Itapuan).

Existem algumas pedras que ficam expostas no inverno, mas contando 180 passos para o sul na beira da praia a partir da Barraca do Louro (filial), não há como errar. Cabem até quatro varas se a maré não estiver "correndo". Se for de carro estacione em frente ao portão do Camping.

A principal característica do local são os grandes peixes. Ou se pega um bitelo, ou se sai de "sapateiro". Prefira a maré cheia.

Para quem tem GPS ou Nokia N95, seguem as coordenadas: Latitude 12°56'59.11"S e Longitude 38°20'31.38"O.

Para ver a imagem completa, clique sobre ela.



quarta-feira, 24 de junho de 2009

Diário de Carretilha II


Feriado de São João e o dia não amanheceu bom, mas pelo menos o vento tinha diminuído. Lá pelas 09h00m peguei a carretilha, o molinete e demais tralhas associadas e parti para o Buraco do Padre.

Armei primeiro a carretilha, soltei duas voltas no freio, fiz um rápido alongamento e meti o braço. Opa, até parecia que eu tinha lançado com molinete, pois lancei no primeiro canal (último de fora) que estava a uns 100 metros. Estou ficando bom nisso.

Fui armar a vara com molinete e mal coloquei as iscas, a vara killer com a carretilha bateu, bem fraquinho. Puxei e veio sem briga, pois tinha sargaço na linha. Era uma aratubaia (pampo galhudo) de uns 20 cm. O bichinho se ferrou em um anzol offset nº 1 da gamakatsu, incrível, pois a curva do anzol é maior que a boca do peixe. Se não estivesse usando uma linha de baixa elasticidade acredito que nem bateria, só descobriria quando puxasse.

Meia hora depois a vara com o molinete bateu bonito. Era um bagre de cerca de 1,50 quilos. A foto está abaixo.


Continuei pescando e trocando as iscas da vara com carretilha com maior frequência para poder fazer mais lançamentos. Em uma dessas demorei de frear com o dedão e ai, pimba: minha primeira "cabeleira" na praia. Não dá para vacilar com a carretilha. Inércia é igual a "cabeleira", ou como diz o Victor, colega da comunidade Pesca de Praia, "inércia é a mãe de todas as cabeleiras". Não foi aquela "cabeleeeiiira", mas levei uns três minutos para desfazer.

Não fechei o freio, mas fiquei bem mais atento, acompanhando toda a trajetória do chumbo até tocar na água. Não tive mais problemas.

Ficou a lição: não dá para ser displicente no uso da carretilha. O cara tem que ficar ligadão, o tempo todo.

Estou gostando da "maldita". Será que tem como colocar uma manivela decente?

Veja o post inicial desse assunto clicando aqui.

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Iniciando em Pesca de Praia - Material


O pai de um grande amigo definiu o ato de pescar como “uma linha, com um bobo em cada ponta”. Corria o ano de 1999 e ainda não tinha sido lançado no Brasil o livro Um Bobo em Cada Ponta, de Robert Hughes. Nessa época, sempre que podíamos, eu e o Afonso, pescávamos em um “pesque e pague”, hoje chamado de pesqueiro, em Busca Vida.

Daquela época para hoje, o bobo que fica fora d’água parece que ficou mais bobo e chega a assustar com a lista e preços de equipamentos para quem quer se iniciar na pesca de praia, chegando a passar dos R$ 800,00. Um absurdo.

Quando comecei a pescar em praia, com molinete, no ano de 1977, usava uma vara de bambu de duas partes, um molinete Super Paoli e certamente pegava mais peixes que agora. Em 1989, doze anos depois, evolui para uma vara de fibra de vidro e um molinete Bando que me acompanharam até o ano de 2000 quando os perdi após serem levados por um peixão ou por um grande saco plástico.

Hoje a INTERNET encurta as distâncias e as necessidades específicas de locais distantes são colocadas como que se daqui fossem. Por exemplo, o material necessário para alguém que vai se iniciar na pesca de praia no Rio de Janeiro pode ser diferente daquele que vai pescar aqui na Bahia, onde a maioria das praias são de tombo (mais de 2 metros de profundidade a menos de 20 metros da arrebentação), com sargaços e com possibilidade de captura de grandes peixes sem necessidade de grandes arremessos.

O presente texto leva em conta o material para a chamada pesca média, ou "barra média", já que para a chamada pesca leve ou "barra leve", o material é praticamente o mesmo usado na pesca leve em rios , lagoas, e pesque pagues, não diferindo muito.

O que você vai precisar aqui na Bahia:


  • 1- Vara entre 3,6 e 4,5 metros – Pode ser de bambu ou de grafite que tenha resistência para lançar pesos entre 100 e 250 g. Temos aqui em Salvador um dono de casa de material de caça e pesca famosa, que é também proprietário de uma pousada no Litoral Norte que só usa varas de bambu. No caso de bambu todas excedem esse peso de lançamento e as de grafite ou carbono têm esses dados impressos no corpo da vara. Deve ser dividida em três partes para que você as transporte facilmente de ônibus ou avião. Você gastará cerca de R$ 90,00 com esse item. Se quiser gastar mais compre uma vara Albatroz Killer (R$ 400,00) ou uma DAM Eclipse (R$300,00), são para toda a vida.
  • 2- Molinete para pelo menos 120 metros de linha 0,40 mm. Os molinetes para pesca de praia (surfcasting) que valem à pena começam por volta dos R$ 270,00. Recomendo que nesse momento compre um molinete como o Beta II 500 ou 600 ou o Altima 4000 ambos da Mariner, pois custarão por volta dos R$ 80,00. Se você “está podendo” compre um Daiwa Emcast 4500 ou 5000 por R$370,00, ou um Mittchel Avocet Surf, ou um Shimano Surf pela mesma faixa. Pode também ser o Paoli, embora ele tenha o carretel baixo, seja pesado e de baixa relação entre volta na manivela/volta no carretel (cerca de 1:3,5), pois sua disponibilidade de peças e a robustez o recomendam a iniciantes. Tenho um vizinho chamado Pedro, detentor do recorde em Stella Maris com um pampo sernanbiquara de 8,50 quilos, que só usa o Paoli Malcom. Custa por volta de R$ 170,00.
  • 3- Dois carretéis de linha 0,40 mm. Recomendo a marca Dayama MAX. Custa cerca de R$6,00 reais cada.
  • 4- Um carretel de linha 0,60 mm, transparente. Esta linha é para fazer as paradas ou chicotes. Caso sua habilidade manual ainda não esteja desenvolvida, recomendo que compre as paradas prontas, três unidades. Seja qual for a opção, você gastará cerca de R$ 9,00.
  • 5- Anzoís tipo MARUSEIGO 12 ou 16. Compre uma dúzia. Se puder compre os de aço inox Mustad 34007, número 1, pois duram meses. Você gastará entre R$ 3,00 e R$ 9,00.
  • 6- Cinco chumbadas piramidais de 120 a 130 gramas. Prefira as de seção triangular pois as de seção quadrada são facilmente levadas pela correnteza. Mais R$ 10,00.
  • 7- Tubo de esgoto de 50 mm, com no mínimo 1,20 m , chanfrado na ponta. É para fazer a “espera”, “fincador” ou “secretária” e custará R$ 8,00. Se puder compre uma “espera” de alumínio pois o tubo de PVC tende a cair sob a ação da água. Você também pode fazer uma que lhe servirá por muitos anos por cerca de R$ 30,00, veja como clicando aqui.
  • 8- Uma caixa de isopor de dois litros para isca e gelo. É para levar a isca. Recomendo que inicie com o camarão de mercado e depois experimente outras iscas, como a pititinga, por exemplo. Compre cerca de 400g por pescaria. Você gastará R$ 6,00.
  • 9- Um tubinho de elastricô. É para amarrar o camarão no anzol. Mais R$ 4,00.
Sua lista de compra ficará então:
  • Vara R$ 90,00
  • Molinete R$ 80,00
  • Linha R$ 12,00
  • Parada R$ 9,00
  • Chumbo R$ 10,00
  • Espera R$ 8,00
  • Isopor R$ 4,00
  • Elastricô R$ 4,00
  • Total $ 217,00

Como você pode ver, a vara e o molinete representam 80% do gasto e é ai que você deve investir com cuidado. O molinete você ainda pode encontrar à venda em camelôs, sem garantia, mas a vara é mais difícil, pois o seu tamanho atrapalha os contrabandistas. O que você encontra são as varas telescópicas de qualidade duvidosa.

Como lançar com molinete, como fazer paradas etc, você encontra por aqui pela NET. Mas lembre-se que o nosso paradigma para pesca de praia é de Ilhéus para o norte, até o Rio Grande do Norte. No Sudeste as condições são diferentes.

Informe-se sobre os cuidados com bagres, águas vivas, baiacus e beatrizes e nikins. Tenha cuidado com a proximidade de outra pessoas, se tiver banhistas, principalmente crianças, não pesque ou procure outro local. Use óculos e protetor solar. Boa pesca.


terça-feira, 23 de junho de 2009

Licença de Pesca Amadora

Soube que o licenciamento para pesca amadora deverá sair do IBAMA e ir para o Ministério da Pesca. Para mais detalhes clique aqui.

Você deve estar se perguntando qual a importância disso já que provavelmente você nunca foi fiscalizado pelo IBAMA e dificilmente conhece alguém que já tenha sido fiscalizado.

Realmente, em todos esses anos apenas uma vez, em um torneio em Feliz Deserto, estado de Alagoas, fui fiscalizado pelo IBAMA.

A principal razão é que a pesca de praia na forma que praticamos tem impacto mínimo ao meio ambiente, e o pescador de praia normalmente é ambientalmente educado. Como os caras sabem disso e têm mais o que fazer, não nos fiscalizam quanto a licença. Já em caso de torneios, como o de Feliz Deserto que chegam a ter pais de 100 equipes, cada uma com três integrantes, eles sempre aparecem.

Em todo caso, se você não for aposentado ou não tiver mais de 65 anos, recomendo que faça sua licença de pesca e ande legal para evitar dissabores, pois o seu material pode ser apreendido pela falta da licença.

Por enquanto o licenciamento é com o IBAMA. Clique aqui para acessar a página e obter a sua licença de pesca amadora. É rápido, fácil e praticamente "indolor" (R$ 20,00).


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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Diário de Carretilha

Usando Pela Primeira Vez Uma Carretilha.

Primeiro Dia

Participei recentemente de uma discussão na Comunidade Pesca de Praia de nosso amigo Júnior sobre qual equipamento arremessa mais longe, se a carretilha ou se o molinete.
Foi uma discussão de ótimo nível e bem educada e embora eu tenha saído convencido de que o molinete arremessa mais longe que a carretilha quando não há limitações de espessura de linha, líder e chumbada, quero comprovar na prática essa conclusão a que cheguei. Devo levar uns seis meses para poder emitir tal opinião e esse é o primeiro passo.

A carretilha
Adquiri uma carretilha Marine Sports Caster 400 5BI, de perfil alto e com capacidade de 190 metros de linha 0,40 mm. A escolha da Caster foi por ela ser uma cópia chinesa da sueca Abu Garcia Ambassadeur C4, muito bem falada na NET. Enquanto que a Abu custa quase R$ 400,00 a Mariner custa R$ 110,00 e há na NET depoimentos positivos quando a sua usabilidade. Embora, por ser nova, nada há quanto à durabilidade, mas irei descobrir. Nesse momento o valor investido, já que posso simplesmente desistir e deixar de usar, é coerente.

Photobucket


A linha
Nesse momento preferi usar uma Dayama MAX 0,47, que uso para confecção de paradas (chicotes), por ser uma linha macia, de pouca memória, e fácil de desembaraçar em caso de “cabeleira”. É também recomendação dos mais experientes no uso da carretilha que não se use de imediato linhas mais finas, pois, ao contrário do molinete, a carretilha abastecida com linhas mais finas dificulta em muito seu uso. Usei uma cama de linha 0,30 que veio com molinetes que comprei. Ao colocar os 100 metros da MAX por cima da cama, a linha ficou na borda do carretel, então rebobinei a MAX, diminui a cama e bobinei novamente a MAX, a qual ficou agora a cerca de dois mm da borda do carretel.

A vara
O maior problema para o uso da carretilha em pesca de praia é a falta de opção de varas originalmente construídas para esse equipamento. Verdadeira “perna de cobra”.
Sendo assim, minha intenção é instalar passadores Low Rider em uma vara Wonder Coral de 4,20m e casting de 150-250g com espaçamento suficiente para uso com molinetes e carretilhas. A escolha foi pelo fato dessa vara já ter tido comigo dois eventos de enrolamento de linha nos passadores após lançamentos mais vigorosos com chumbadas de 150g. Desta forma estaria resolvendo dois problemas de uma só vez. O problema é que chegou a carretilha e os passadores ainda não.
Peguei então a vara Killer 4,05m que tenho, instalei a carretilha e fiz o teste levantando um balde com 4 litros de água (quase 5 quilos, portanto) e a linha comportou-se perfeitamente bem, sem tocar o corpo (blank) da vara. O alinhamento da saída da linha no devanador da carretilha com o centro dos passadores também é perfeito, sem ocasionar nenhum ângulo na linha. Resolvido: a Killer de 4,05 m recebeu muito bem a carretilha.

A regulagem
Considero esse ponto o mais importante. Não efetuar a correta regulagem do freio mecânico da carretilha com o chumbo e isca que vão usar é fator principal do abandono do uso de carretilhas pelos iniciantes.
Segui a risca o procedimento de regulagem que encontrei no site www.pescaeturismo.com.br . Faça uma visita ao site, vale à pena.
O texto é assinado por Marcio David e com agradecimentos à Magic Fishing School (Nelson Nakamura), e a parte da regulagem está transcrita abaixo:
-Montado o equipamento (vara, carretilha, linha e isca), deixe a vara na horizontal, na altura dos ombros, feche totalmente o freio mecânico e destrave o carretel. A isca deve ficar perto da ponteira da vara, pois o freio está fechado. Solte vagarosamente o freio mecânico até que o carretel gire e a isca desça suavemente até o chão/água. Para uma regulagem perfeita, quando a isca tocar o chão/água, o carretel deve parar de girar.

Desta forma o arremesso vai ser mais curto, porém com menor possibilidade de fazer “cabeleira” s. Com muito treino e adaptação ao equipamento, pode-se soltar o freio mecânico deixando o carretel totalmente solto, possibilitando um arremesso bem mais longo. Nesse caso o controle do freio é feito com o dedo polegar sobre o carretel.
Procedi conforme o texto acima usando uma chumbada piramidal com 125g FQ (Fundo de Quintal). Na primeira vez que fiz causei a tal da “cabeleira” e para desembaraçar usei uma caneta. Mais tarde vi em alguns sites que os pescadores levam agulhas de crochê em suas tralhas para tirar as “cabeleiras”.
Ao aumentar a ação do freio verifiquei que, mesmo com o freio mecânico fechado ao máximo, a chumbada não ficava presa, mas descia não muito suavemente até o chão. Como ao tocar o solo o carretel não girava, dei-me por satisfeito. Repeti várias vezes a operação até que a ponta da chumbada ficou rombuda. Mal podia esperar o dia seguinte para usar a carretilha.


Segundo Dia

Treinando na Praia
O dia, domingo, não amanheceu com tempo muito bom. Da janela eu via os coqueiros mais altos do condomínio com as folhas vergadas para o noroeste, sinal que o vento sudeste entrou com tudo. Aguardei o vento diminuir e lá pelas 8h30m o vento diminuiu um pouco, peguei três varas, dois molinetes, três esperas (secretárias), a carretilha, a pititinga (manjuba), e fui andando para o Buraco do Padre.
A intenção era jogar as linhas de duas varas com os molinetes na água e ficar com a carretilha na areia, treinando, já que desta forma eu estaria a 90º em relação ao sentido do vento, sem sofrer sua ação direta.
Ao chegar à praia, a decepção: O sargaço entrou com tudo, e a maré vazia mostrava uma grande quantidade de sargaço na areia. Embora nas ondas eu não visse sinal de sargaço, larguei o cofo e as varas em uma pedra alta, montei a carretilha e prendi chumbada direto na linha, sem a “parada”.
No primeiro arremesso a surpresa: o controle foi total. Mandei o chumbo a uns 50 metros, e ao vê-lo tocar o solo apertei o carretel com o polegar. Nada de cabeleira. Animei-me.
Repeti o arremesso várias vezes aumentando sempre a distância e com controle total. Arremessei com um metro de linha na ponta da vara, como se fosse uma “parada”, depois dois metros, sempre por cima da cabeça, como se estivesse com o molinete, a distância aumentando e nada de cabeleira. Cheguei a cerca de noventa metros, pois dava para ver a linha branca abaixo da emenda dos 100 metros da MAX 0,47, que é verde. Continuei insistindo, mas não passei dos prováveis 90 metros. Para isso eu teria que abrir o freio mecânico, mas não queria arriscar esse exitoso dia. Apesar do tempo horrível eu estava contente. Nada de “cabeleiras”.
Algumas constatações:
  • A killer original de 4,05 é ótima para carretilha, único senão é o pegador (real set) cujos passos da rosca incomodam a mão no recolhimento.
  • Aliás, se não fosse o recolhimento da linha com a carretilha um verdadeiro tormento, a partir de hoje consideraria não mais usar molinetes.
  • A manivela da carretilha, miudinha, não ajuda e piora em muito o “tormento do recolhimento”.
  • A precisão é muito maior com a carretilha. Coloquei uma garrafa PET a 90 metros, dei o desconto do vento lateral e 80% das vezes lancei a cerca de um, dois metros da garrafa, ora á esquerda, ora à direita, ora antes, ora depois
  • Com a carretilha, em arremesso por sobre a cabeça (over head cast), é necessário que o pegador (realset) fique cerca de 20 cm acima da distância para um molinete. Considerar usar pegador regulável, como o das varas da DAM, nas varas de uso misto, molinete e carretilha.
Com esse sucesso no treinamento fiquei encorajado a realmente pescar, mesmo contra o vento, o que seria um segundo desafio.

Pescando na Praia
Peguei uma parada, isquei e usei o mesmo chumbo do treinamento. Lancei, quando chumbo bateu na água, freei o carretel com o polegar e... voilà, uma beleza! Embora o vento contra tenha reduzido a distância, o lançamento foi perfeito. Recolhi e lancei com mais força, jogando no primeiro canal de dentro, o qual estava a uns 60/70 metros. Fiquei pescando, recolhendo em intervalos de 10 minutos e peguei o primeiro peixe com a carretilha, um barbudinho (parati) de 30 cm. Depois o segundo, uma aratubaia (pampo galhudo) de uns 15 cm. Coloquei os dois em uma poça em cima da pedra, pois se não pescasse o suficiente para uma fritada iria soltá-los. E fique até as 11h30m sem mais nenhum peixe. Soltei os peixes que estavam na poça.
Devo ter feito uns trinta arremessos no seco e uns dez na água, todos sem “cabeleira”.

Conclusão do segundo dia
Certamente a experiência que tenho com o uso de molinetes e a preparação prévia que fiz para usar a carretilha ajudaram em muito para o sucesso da experiência, mas acredito que o equipamento, uma moderna versão de carretilha de lançamento recente, e o seu freio centrífugo, ajudaram muito. A partir de hoje a carretilha será incorporada à minha tralha e passarei a investir no seu uso com linhas mais finas, soltando o freio mecânico para aumentar as distâncias e buscando manivelas maiores.


Terceiro Dia

A preparação
A segunda feira amanheceu pior que o domingo, com uma forte chuva e voltei a dormir. Acordei pelas sete horas e tratei de substituir a linha da carretilha por uma mais fina. Retirei os 100 metros da MAX 0,47 e bobinei no carretel original para uso posterior e coloquei 150 metros de Red Spider 0,35. Ficou um pouco alto, então retirei 25 metros que posso usar para fazer nós de correr em paradas (chicotes).
As 09h00m o sol abriu. Peguei um chumbo tipo míssil de 125 gramas, as varas Killer e Coral, carretilha e um molinete, demais tralhas e uma pititinga pré-histórica (três meses de congelada) e fui à luta.

Na praia
Assim que chequei peguei a vara Coral com molinete e lancei a linha na água e montei a carretilha na Killer.
Surpreendentemente tinha mais gente na praia hoje que no domingo. Como o Buraco do Padre está com as pedras expostas, só posso lançar na direção nordeste, em direção ao Hotel Catussaba, e passeavam por lá alguns hóspedes do Catussaba.
Mesmo assim ainda fiz uns três arremessos e constatei que a distância mesmo com a chumbada aerodinâmica e a linha mais fina não tinha mudado muito. Contei os passos e deu 110 passos, coisa de 80 a 90 metros. Então parti para soltar o freio mecânico. Soltei uma volta e fiz dois arremessos mais longe do que estava arremessando, cerca de uns 100 metros. Soltei mais meia volta e arremessei pouca coisa mais longe, mas nessa hora a praia foi invadida pelos gringos. Conversando depois com um casal deles constatei que eram espanhóis.

Pescando
Com a areia tomada, fui pescar com a carretilha arremessando contra o vento. Troquei a chumbada por uma FQ piramidal de 125g.
O vento soprando quase que do leste amortecia o arremesso com a carretilha mais que no molinete, mas pode ser por causa da linha. O molinete está abastecido com linha multi da marca PELAGIC 0,18 mm e a chumbada era a do mesmo tipo e peso da que estava usando na carretilha.
Fiz uns três arremessos com a carretilha e a vara com molinete bateu: Uma carapeba de 400g e logo em seguida, após ter reposto a isca e lançado, bateu outra carapeba de umas 300 g. E foi só.


Conclusão do terceiro dia
Nem por um minuto preocupei-me em cabeleira no dia de hoje. Fiz todos os arremessos no “feijão com arroz”, freando o carretel com o polegar quando o chumbo toca a água. Embora sem abrir ainda todo o freio mecânico, tenho certeza que chegarei lá rapidamente e já me considero um fã da carretilha. No verão, sem o “forte vento” de agora, tenho certeza que usarei muito.
Dentre as vantagens listo agora as principais:
  • Menor peso e volume a transportar. Uma grande vantagem nos casos de torneios.
  • Não torce a linha. Ao se usar linha monofilamento de baixa memória ela fica esticadinha, parecendo multifilamento, e não enrola sozinha.
  • Não precisa de leader usando linha  0,35, talvez até menos, pois não há impactos no arremesso como no molinete.
  • Maior precisão. Com ela é fácil acertar o buraco ou o canal.
Dentre as desvantagens:
  • Recolhimento lento e chato. A manivelazinha é ridícula.

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