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sábado, 25 de setembro de 2010

Diário de Torneio XI

O ritmo intenso no trabalho com ótimas notícias de produtividade em alguns empreendimentos que estamos "tocando", afastaram-me do Blog e das pescarias. Também ao longo da semana preparei a participação juntamente com minha filha caçula no Rally do Batom, que na edição deste ano foi ótima, muito organizada, estando os patrocinadores e a Federação Baiana de Automobilismo de parabéns. Participaram também vários pescadores com suas famílias, inclusive o Bodan e a Val e o Marcos Régis e a Catherine, sua noiva.
Também nesta semana, além do orgulho dos amigos pescadores, da filhota convocando-me para participar do Rally, na sexta feira, dia 24, a foto da Bolsa de Valores de São Paulo, a BOVESPA, encheu-me de orgulho. Primeiro pelo Brasil, que passou a possuir a segunda empresa do mundo, e em segundo, pelo fato de um operário como eu, considerado de esquerda, ter conduzido o evento máximo do capitalismo no mundo que é a capitalização de uma empresa.

Mas voltando ao que interessa, que é a Pesca de Praia, realizou-se no dia 19 em Porto Sauípe, a Segunda Etapa do VI Torneio de Duplas do Clupesal. As grandes boas notícias da etapa foram a participação do Pernambuco e esposa, o retorno do Juca (Júnior) e o retorno à ativa da Equipe Pena de Águia, do Adelson e André Barbosa (mesmo andando com a ajuda de uma bengala). E já chegaram "matando a pau" (e a bengala também). Na foto abaixo a dupla campeã recebe o troféu das mãos do Pernambuco e minhas.
Como Foi
O dia amanheceu bonito e o Marcelo Lima passou aqui em casa e fomos junto para Sauípe, saindo 'as 05:30h. Paramos no Posto BR (claro) de Guarajuba onde encontramos o Deco, Joel, Cesar Bigode, Pernambuco e a esposa.

As previsões de tempo bom se confirmaram e com o vento soprando de sudeste. Esqueci de levar a máquina fotográfica e fiquei na dependência dos amigos. O Alessandro Gentil fez uma reportagem fotográfica, mas perdeu o cabo da máquina e não teve como enviar as fotos. Mas o Maurício e o Tarcísio, da Equipe Procurando Nemo, enviaram essas fotos, todas da premiação.

Participaram nove equipes, e ficamos com a raia 7, mas os peixes ficaram concentrados nas extremidades (quase sempre as extremidades ficam bem) e nas raias de 2 a 4.

Eu e o Marcelo tivemos que realmente superarmo-nos para conseguir-mos 9 peixinhos, todos minúsculos, que pesaram no total pouco mais de 400 gramas. Não foi fácil. As iscas, pititinga e camarão, voltavam inteiras. Variamos distâncias, anzóis, até Akita 5 tentamos, e nada. Os vizinhos Juca, que pescou sozinho, e a equipe Rio Vermelho, abos a nossa direita e a Equipe Pernambuco , à esquerda, também não estavam em bons momentos.

Lançando a cerca de 100 metros com chumbada esférica, tentando um peixe maior, comum em Sauípe, peguei uns três peixinhos, enquanto o Marcelo, competente na espuminha, pegou o restante. Acabamos exaustos, pois foram diversos lançamentos e trocas de isca.

As duplas que estavam nas raias de 1 a 4 só não pegaram mais peixes devido ao sargaço que "entrou com tudo" por volta das 10:30h nessas raias, embora não tenham sequer incomodado as duplas que estavam da raia 5 para a frente, evidenciando a grande diferença do mar em um curto trecho de praia. Por isso a piscosidade tão diferente entre as raias.

Mas pescaria de sucesso é isso mesmo: "O encontro da oportunidade com a competência", que não faltaram para as equipes premiadas abaixo. Destaque também para a Equipe Procurando Nemo, do Tarcísio e Maurício Lins, pela evolução desde que estão no Clupesal. Parabéns.

Seu Bello e Aloysio
Joel e Deco e recebem a medalha de Cesar Bigode.

O Bello Júnior pescou sozinho, pois o Vicente estava trabalhando, mas teve grande resultado na raia 4
As fotos são dos irmãos Lins.



terça-feira, 14 de setembro de 2010

Espera 3 em 1, agora com "mesinha"


Lembra-se daquelas esperas que eu uso em torneios, para as varas que ficam na reserva, clique aqui para ver, agora ficaram maiores e uma delas recebeu uma "mesinha" feita com uma chapa de preparo de carnes.

Nunca gostei muito de mesinha e o fato de usar muita pititinga como isca nos locais próximos a Salvador, nunca me estimularam a fazer uma.

Mas em se tratando de torneios, todos disputados longe de Salvador, onde a isca preferida dos peixes é o camarão, não tenho outro jeito de ser competitivo senão usar o camarão como isca e como o camarão exige um trabalho melhor para que a isca fique apresentável, a "mesinha" ajuda bastante.

A tábua de carnes foi adquirida em uma loja de R$ 1,99, fiz o furo no diâmetro da espera (40 mm) dando o acabamento no furo com uma retífica tipo Dremmel. As fotos falam por si.

sábado, 11 de setembro de 2010

Reunião das Quintas-Feiras II

Mais uma vez nos reunimos esta semana no Bar do Pezão, no Principado de Stella Maris. Da esquerda para a direita estão, eu, Cesar Bigode, Joel, Deco, Felipe, Rui e Pernambuco.

O assunto que dominou, como não podia deixar de ser, foi a PDP e em especial a "suspeita" de que Pernambuco teria importado "corruptos" para a próxima etapa do Torneio de Duplas do Clupesal e que estaria mantendo o fato em sigilo.

O grupo, em uma iniciativa do Deco Loureiro, e através dele, fez uma grande compra de chumbadas especiais não encontradas no (fraco) mercado de pesca de Salvador. As fotos das chumbadas estão abaixo. Agradecemos ao Deco pela iniciativa.
Caso tenha interesse nos informe que passamos os dados do vendedor.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Carretilha Sem Devanador - Adaptando uma MS Caster 400

Embora "o sucesso na pescaria esteja associado aos itens que fazem a interface com o peixe, a isca e o anzol" continuo na busca do aprimoramento de lançamento a maiores distâncias.

Você deve ter notado que a assertiva acima está entre aspas, pois não é minha, e sim do Ervin Bobel, um grande pescador de praia. Mas pego a assertiva para mim por concordar integralmente com ela, pois você pode até pescar com um cabo de vassoura e uma linha grossa de tapeceiro, mas se tiver no local certo, com a isca certa e o anzol certo, você terá sucesso. Basta ver o caso do Isaac, nativo de Stella Maris, no post abaixo do dia 06/09.

Bem, continuando com o post, estou buscando uma carretilha que se preste para o surfcasting, mas sem devador. Achar uma carretilha desta é até fácil, o que complica é que uso carretilha com manivela à esquerda, ou como brinca o Márcio Idalino: "com a manivela do lado errado".

Mas será que vou adaptar-me a usar carretilha sem devanador?
O papel do devanador é fazer a distribuição da linha no tambor da carretilha e ele trabalha sincronizado com a rotação do tambor. Isso exige engrenagens adicionais e como não há movimento sem atrito, você acaba perdendo em distância no lançamento e em esforço, embora insignificante, no recolhimento.

Nas carretilhas da ABU Garcia, as que não têm devanador, ou "level wind", são designadas por "CT" e as com devanador, "CS". Vai saber por que diabos! Aliás as designações da Abu merecem uma consideração e clique aqui para acessar um glossário dessas siglas (em inglês).

Mas o que incomoda mesmo é o nó do líder no lançamento, batendo no devanador, por mais aprimorado que esteja o nó. Já tentei a soldagem de linha, mas descola ao menor "tufo" de sargaço.

Um outro problema causado pela existência do devanador é o sincronismo com a linha: se sua linha quebra e o tambor gira em falso, você tem que sincronizar direitinho, para não ter a linha enrolada no lado esquerdo do tambor, com devanador a esquerda, ou ainda a linha desenrolando para um lado e o devanador indo para o lado contrário.

Como possuo duas carretilhas MS Caster, de baixo custo, ocorreu-me que posso retirar o devanador de uma delas para testar se me acostumarei sem ele. Fiz uma busca na NET e vi que o pescador Mário Túlio, de Recife, já tinha pensado também nisso, clique aqui para ver o post no Guia Pesca de Praia, o que encorajou-me a fazer a mudança. Pesca de praia é assim, como os pescadores são muito inventivos, alguém já pensou antes no que você quer fazer. Como a mudança é reversível, pus mãos à obra.

Abri a carretilha retirando as duas tampas laterais, usando a "chavinha" original que vem com elas e retirei todas as peças que interfaceiam com o devanador (veja foto abaixo). Como em um dos lados do chassis ficou um furo, tapei provisoriamente com uma fita adesiva amarela. Veja na foto.
A única peça que tive problema para retirar foi a chapinha em meia-lua, pois inferi que ela era cravejada e estava buscando uma forma de retirar o cravo, quando bati a carretilha sem querer na mesa e a pecinha deslizou para fora. O problema era eu :-).

Testando
Usei pela primeira vez no dia 06/09, no Flamengo. Montei ela em uma vara Killer de 4,05 m e fiz o primeiro lançamento com o freio fechado e sem força. Lançou bem e, é claro, não senti o nó de líder. Mas o que interessava mesmo era o recolhimento: estava difícil, a linha pesada devido ao sargaço e a linha se amontoava em um só local do tambor da carretilha. Também a travessa superior, a qual não pude tirar pois faz parte da estrutura da carretilha, impede que eu use o dedo polegar para conduzir a linha.

Fiz o segundo lançamento, agora já com força e com o freio mais solto, e quase esvaziei os 100 metros da linha 0,30 branca. Devo ter alcançado uns 95 metros, nada muito diferente do que faço com a carretilha com devanador. Fui então trocar a isca da outra vara que estava ao lado.

Mal lancei a segunda vara, a vara Killer bateu. Corri, peguei a vara e comecei a puxar. Como o peixe não proporcionava uma boa briga, fui recolhendo com calma e movimentando a carretilha lateralmente, alternadamente para esquerda e para direita e a linha ia se arrumando de forma não muito "bonita", mas aceitável. Dei "ponta de vara" e levei o peixe para o seco. Um vermelho de uns 35 cm, muito bonito. Saborosíssimo, foi meu almoço no feriado de 7 de Setembro.

Lancei mais algumas vezes, mas como Júnior e o Iuri tinha chegado e estavam pescando mais ao norte, fiquei uma parte do tempo aproveitando a presença deles.

Concluindo
É possível sim, que eu me acostume com uma carretilha sem devanador. O teste que fiz, mesmo prejudicado pelo sargaço, indica que não devo desistir e farei um novo teste em situações climática e de mar (sem sargaço) mais favoráveis.

Dica
Se você está pensando também em usar carretilhas em sua pescarias, veja como foi minha experiência inicial com essas maravilhosas maquininhas, clicando aqui.


terça-feira, 7 de setembro de 2010

1º Encontro Nacional da Pesca Amadora - Nota do André Barbosa

"Essa é uma ótima oportunidade, talvez a única na história de nosso esporte no Brasil, em que as associações e pescadores amadores foram chamados a contribuir com as Políticas Públicas para o setor. Cabe a nós atuarmos para minimizar os conflitos e seguir sendo agentes de seu incremento e sucesso sem distinções ou separatismos."

Trecho destacado da nota do André Barbosa aos Pescadores Amadores Costeiros da Bahia após ter participado do 1º Encontro Nacional da Pesca Amadora promovido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura nos dias 01 e 02 de Setembro.
Eis a nota na Íntegra:

Senhores(as) Pescadores(as),

Nos dias 01 e 02 de setembro foi realizado em Brasília o I Encontro Nacional da Pesca Amadora (ENPA), promovido pelo Ministério da Pesca e Aqüicultura (MPA), órgão responsável pela gestão do segmento desde o último mês de maio em substituição ao IBAMA, onde foram debatidos os rumos das políticas públicas e diretrizes governamentais para o setor.

O encontro contou com delegações de todos os Estados da Federação, além de autoridades federais e estaduais. Estiveram presentes o Sr. Altemir Gregolin, Ministro da Pesca e Aqüicultura; Sr. Karim Bacha, Secretário de Planejamento e Ordenamento da Pesca; Sr. Carlos Alexandre Gomes de Alencar, Diretor de Planejamento e Ordenamento da Pesca Industrial. Foram desde pescadores amadores a profissionais ligados à cadeia produtiva da pesca amadora, como representantes do setor hoteleiro, guias de pesca, comerciantes de equipamentos de pesca, fabricantes de produtos de pesca, profissionais da imprensa especializada e pesquisadores.

Com o objetivo de estruturar uma Política Nacional da Pesca Amadora e elaborar Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca Amadora, o MPA construiu um texto para servir de orientação para discussão entre os envolvidos com a Pesca Amadora.

O conteúdo do Texto Base foi dividido em duas partes.

- Uma parte técnica com esclarecimentos conceituais e legislativos além de dados econômicos referentes à atividade da Pesca Amadora apresentados pelo Ministério;

- Outra, com as contribuições extraídas das reuniões que envolveram pescadores amadores e entidades relacionadas à Pesca Amadora.

Na primeira parte, o Texto Base apresentou a intenção do MPA, em desenvolver o mercado da Pesca Amadora. Através de breve análise do potencial da cadeia econômica da Pesca Amadora e comparações com outros mercados mundiais, constatou-se que a atividade em nosso País possui grande potencial: fabricação e comercialização de materiais e petrechos; publicações e mídia especializada; comércio de iscas; rede hoteleira especializada e demais profissionais de suporte ao turismo de pesca.

O conteúdo da segunda parte reflete a participação das categorias de pescadores não profissionais (amadores, artesanais e esportivos) nas reuniões já realizadas.

Foi problematizada a duplicidade de licença nos estados que exigem a carteira estadual em sobreposição à licença federal que abrangeria todo o Território Nacional, bem como profusão de normas estaduais específicas, gerando confusão e ilegalidades.

Outro problema identificado foi a proposta da licença de pescador amador ser associada às instituições representativas do setor (clubes, associações, federações, etc.) à emissão da Licença Federal.

Foi relatado também o conflito existente entre pescadores amadores e profissionais na disputa por território e recursos. Porém, quando tratamos da exploração de recursos naturais e seus impactos sociais precisamos considerar algumas questões:

- A pesca causa impacto, mas a extração de alimento do mar e rios é uma atividade tão antiga quanto a própria humanidade. É anterior à agricultura. O que mudou através dos tempos foi a magnitude do impacto da pesca com o advento de formas cada vez mais eficientes de extração/transporte e o acesso a locais antes inacessíveis;

- Aprendemos que existem recursos naturais renováveis e não renováveis. O correto é dizer que existem recursos naturais não renováveis e recursos com potencial de renovação. Os recursos não renováveis, uma vez exauridos acabam-se para sempre. Todos, ou pelo menos quase todos, os recursos tidos como renováveis estão com seus estoques em declínio, Ar puro, florestas, água, peixes...

Outro aspecto bastante recorrente no documento é o desenvolvimento de ferramentas de fiscalização, controle e monitoramento para as diversas modalidades da Pesca Amadora. Não foram citadas quais seriam essas ferramentas, mas está claro que cada vez mais serão desenvolvidas ações nessa direção.

Há também o diagnóstico das Entidades de pescadores amadores, que são fracas e frágeis. O MPA tem interesse em apoiar o fortalecimento. Vai demandar maior participação e interesse e comprometimento dos praticantes. Em contrapartida haverá a possibilidade real de todas as classes influenciarem as normas e políticas públicas.

Ainda assim e por conta de tal diagnóstico, fica claro que o apoio financeiro, com a liberação de recursos federais, se faz necessário para a manutenção das associações, federações e demais entidades regulares e legalizadas da Pesca Amadora, uma vez que não dispomos de recursos próprios e não gozamos do apoio particular e nem tão pouco governamental, até o momento, para que possamos tornar viável o objetivo do Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca Amadora.

Essa é uma ótima oportunidade, talvez a única na história de nosso esporte no Brasil, em que as associações e pescadores amadores foram chamados a contribuir com as Políticas Públicas para o setor. Cabe a nós atuarmos para minimizar os conflitos e seguir sendo agentes de seu incremento e sucesso sem distinções ou separatismos.

Temos muito a ganhar com essas participações, mas há um longo caminho de base a ser percorrido para o fortalecimento das associações e apropriação dos temas e conceitos pela categoria. A viabilização das propostas apresentadas depende da organização e participação qualificada de todos.

A Legislação atual não contempla toda a cadeia produtiva e define a Pesca Amadora como a atividade “praticada por brasileiros ou estrangeiros com a finalidade de lazer, turismo ou desporto, sem finalidade comercial”. Esta portaria também estabelece a cota de captura e transporte para 10kg (dez quilos) mais 01 (um) exemplar, em águas continentais, e 15kg (quinze quilos) mais 01 (um) exemplar, para pesca em águas marinhas ou estuarinas, respeitando-se os tamanhos mínimos e máximos estabelecidos em normas federais e estaduais.

Em 2009 o IBAMA em desacordo com a legislação introduziu em portaria o conceito de pesca esportiva refletindo a prática do pesque e solte, estilo de pesca de impacto mínimo na qual peixes não são abatidos. A legislação atual, diz e reitera a proibição de comércio do pescado proveniente da Pesca Amadora. Hoje a Pesca Amadora está dividida em três categorias: (A) Pesca Desembarcada, (B) Pesca Embarcada e, (C) Pesca Subaquática.

No I ENPA foi consenso que não pode haver limitação de cota na pesca em competição. Outro ponto bastante evidenciado e que já estamos mobilizando, é a organização do setor da pesca amadora e fortalecimento das entidades representativas das classes dos diversos segmentos, regulamentando o reconhecimento das Associações, das Federações e Confederações da Pesca. A Bahia foi convidada a fazer parte da Confederação que envolve os Estados do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Estamos aguardando o estatuto, regimento e registro da confederação.

Foram 169 (cento e sessenta e nove) itens distribuídos em 08 (oito) eixos, discutidos amplamente de forma a atender às categorias e modalidades, e que comporão a nova legislação da Pesca Amadora. Lembro que a legislação pesqueira atualmente em vigor está assentada na Lei da Pesca – Lei nr. 11.959 de 29 de junho de 2009.

Não hesitem em solicitar esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários.

Atenciosamente,

André Barbosa

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Pescaria no Flamengo

Hoje o dia amanheceu sem uma nuvem e com um fraco vento de nordeste, perfeito para pescaria.

Não tive dúvidas arrumei a tralha e levei minha mais recente preparação: uma cartilha sem devanador. Em um próximo post contarei como foi, mas para o caso de não saber o que é devanador, veja na foto abaixo.
Como demorei mais de uma hora arrumando a tralha, pois nos três últimos dias estava com uma virose braba e não tive ânimo para nada, inclusive medicado com antibiótico, não me dei conta que o tempo foi mudando.

Quando cheguei ao Flamengo o tempo já estava nublado. Levei como isca uma pititinga congelada, comprada no início do mês de agosto.

O Flamengo para mim agora é um local sagrado, e durante todo o tempo pensei no Paiceiro Célio.
Lancei as varas e no segundo arremesso veio a boa surpresa do dia: um vermelho de 35 cm.
Pouco depois, esse belo Galo.
Logo em seguida, peguei mais uma betara (perna de moça) de bom tamanho e nesse instante o Antonio Carlos que tinha chegado mas estava ao lado do carro, sem decidir se pescava, ou não, por causa do mau tempo que se aproximava, animou-se com os peixes que peguei e pegou o seu material e veio para a praia.
O Antônio Carlos também pesca com carretilhas, da marca Pen. Possui seis carretilhas iguais e todas funcionam, herança que recebeu do pai.

Mas a melhor notícia do dia foi a chegada do Júnior (Juca) e o Iuri. Já tinha um bom tempo que não encontrava o Júnior e foi um grande prazer. Melhor ainda foi saber dele que ele participará da próxima etapa do Torneio de Duplas do Clupesal, tornando mais competitiva ainda a etapa. O Júnior tem no Orkut a comunidade Pesca de Praia com mais de 1830 membros, clique aqui para acessar.

Eles ficaram pescando mais ao Norte, mas acabaram saindo mais cedo devido ao mau tempo. Logo em seguida o Antônio Carlos também saiu.

Ainda resisti mais um pouco e peguei mais dois peixinhos, uma chumbrega e uma aratubaia, no enorme anzol Mustad 34007 nº 1, mas soltei os dois.

Quando já tinha tirado as varas e tratado os peixes, veio voltando o Isaac, com o ótimo resultado de sua pescaria: seis belos budiões. Veja na foto abaixo.
O Isaac tinha passado mais cedo e foi ele quem me fotografou com o vermelho. É a maior prova de que com o anzol certo, a isca certa e o local certo, os demais itens são detalhes.

O Isaac pescou com um anzol maruseigo 12, isca de grauçá (maria farinha), varinha de bambú e postou-se (perigosamente) em cima das pedras, duzentos metros ao sul de onde estávamos.

Durante a pescaria, notei que como a quantidade de sargaços estava considerável, minha linha era sempre levada, mas a do Antonio Carlos, não. Para me deixar ainda mais curioso, enquanto eu pescava com linha 0,27mm ele usava lina 0,60 mm (sim, eu conferi). Perguntei-lhe o que estava usando como chumbada e ele mostrou-me sua chumbada, de fabricação própria.
É claro que o fato dele não estar usando líder devido a sua linha grossa já que o sargaço amontoa no nó entre a linha principal e o líder, ajudava, mas sem dúvida o mérito é também de sua engenhosidade com a chumbada e vou preparar uma igual para testar.
As fotos são minhas.




sábado, 4 de setembro de 2010

Protegendo a Vara de Barra Leve (espuminha)


No início do mês passado adquiri uma vara Hawk II,da Braspon, de 1, 68 m para pescar na "espuminha" em campeonatos ou para buscar iscas vivas, clique aqui para ler o post a respeito.

Como transporto minhas varas e fincadores dentro de sacos forrados com espuma em cima do jeep, em um bagageiro, já quebrei a ponta de duas outras varas do mesmo tipo e não queria repetir o feito com esta vara, mais cara e de fibra de carbono.

Pensei em colocá-la em um tubo de PVC de 40 mm mas o peso e o volume ficariam demasiados e por princípio os materiais de pesca e seus acessórios têm que ser leves, tanto que a respeito disso fiz em 2009 o post "Downweigth em Surfcasting", clique aqui para acessar.

Buscando a proteção, mas sem perder o foco na leveza e volume, fiz uma proteção tubular com chapa de PVC fina, obtida de pastas de documentos, por aqui chamada de "classificadores".

Pra fazer o "tubinho" determinei o diâmetro dele pelo "butt cap" (pé da vara) e fixei com fita crepe. Como os retalhos da pasta de PVC só tinham cerca de 45 cm, fiz vários tubinhos e os emendei com fita tipo "silver tape", mais resistente.

Por fim, fiz um rasgo em uma das extremidades do tubo de pvc para poder passar o "gatilho" da vara (é uma vara "flex", para carretilhas e molinetes), reforcei com fita "silver tape" e coloquei no saquinho original da vara. Ainda assim, o peso da proteção ficou em 266 g, mais que o peso da vara. Veja as fotos abaixo.




sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Reunião das quintas-feiras

Nesta quinta feira ocorreu mais uma reunião de pesca no bar do Pezão, no Principado de Stella Mares.

Além das marcações de pescarias para o fim de semana prolongado, comemoramos o aniversário do Índio, bem identificado na foto. A esquerda do Índio estão o Pernambuco, Cesar Bigode, Rui, Joel, Deco e Felipe.

Muitas felicidades ao Índio e longa vida com boas pescarias. Por falar nisso a idade do Índio é incerta e não sabida mas há desenhos do fabuloso Debret. feitas no século XIX, com ele não pescando, mas caçando. :-)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010